
Patrimônio Imaterial do Paraná, torta Martha Rocha ganha festival no mês de aniversário de Curitiba
Foto: Divulgação
Curitiba realiza de 4 a 15 de março a primeira edição do Festival da Torta Martha Rocha, com a participação de 15 confeitarias da cidade. A sobremesa, declarada recentemente Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná, ganha espaço também na agenda oficial do aniversário do município, celebrado em 29 de março.
Durante o evento, cada estabelecimento oferecerá fatias da torta por valor único de R$ 19,50, estimulando o público a experimentar diferentes versões do doce. A organização é do projeto Curitiba Honesta, responsável por uma série de festivais gastronômicos na capital, com apoio do Instituto Municipal de Turismo.
Festival entra no calendário do aniversário
Segundo o presidente do Instituto Municipal de Turismo, Rodrigo Swinka, a inclusão do festival na programação oficial do aniversário reforça a estratégia de usar a gastronomia como vitrine da cidade e de seu patrimônio imaterial.
O reconhecimento da torta como patrimônio imaterial fortalece nossa identidade cultural. Ao incluirmos o festival no calendário oficial do aniversário, ampliamos o alcance turístico da gastronomia e estimulamos a economia criativa, afirma Swinka.
Gastronomia como ativo turístico
A parceria entre o Instituto Municipal de Turismo e o Curitiba Honesta ocorre há anos e tem como foco estruturar a culinária local como ativo estratégico do destino. A iniciativa já esteve à frente de festas como o Festival do Pão com Bolinho e o de Carne de Onça, que ajudaram a projetar pratos típicos para além da cidade.
Além dos eventos, o grupo também atua em processos ligados a Indicações Geográficas e a reconhecimentos oficiais de patrimônios gastronômicos, consolidando produtos locais como referências culturais e turísticas do Paraná.
Do Miss Brasil ao patrimônio cultural
Criada em 1954 em Curitiba, a torta Martha Rocha surgiu como homenagem à paranaense Maria Martha Hacker Rocha, eleita Miss Brasil naquele ano e segunda colocada no Miss Universo. A receita é atribuída à confeiteira Dair da Costa Terzado, proprietária da tradicional Confeitaria das Famílias, no centro da cidade.
Com o tempo, o doce saiu das vitrines da confeitaria e se tornou presença frequente em celebrações familiares e cardápios de confeitarias curitibanas. O reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná foi aprovado pela Assembleia Legislativa com o projeto de lei nº 924/2025, de autoria do deputado estadual Hussein Bakri (PSD), que consolidou o doce como símbolo da identidade cultural paranaense.
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