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Curitiba testa banheiro público que se lava sozinho; veja como funciona

Estrutura em aço inox, uso gratuito e higienização automática serão avaliados por seis meses no Centro Histórico

Da redação
DA REDAÇÃO

20/03/2026 • 09:17 • Atualizado em 20/03/2026 • 09:17

Prefeitura inicia teste de primeiro banheiro público autolimpante de Curitiba

Prefeitura inicia teste de primeiro banheiro público autolimpante de Curitiba

Foto: Isabella Mayer/SECOM

A Prefeitura de Curitiba inicia neste sábado (21/3) a operação do primeiro banheiro público autolimpante da cidade, instalado no SmartPark do bairro São Francisco, na esquina das ruas Jaime Reis e Ermelino de Leão, no Centro Histórico, com uso gratuito e funcionamento diário das 7h às 22h durante o período de testes de seis meses.

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Construído em aço inox e projetado para dificultar a ação de vândalos, o equipamento funciona por sensores e reúne tecnologias para uso racional de água e energia elétrica. Cada unidade tem duas cabines, equipadas com vaso sanitário, pia, reservatório de sabonete líquido, papel higiênico, secador de mãos e lixeira, com reposição diária.

Como funciona a higienização automática

O sistema de limpeza é totalmente automatizado. Assim que o usuário deixa a cabine, sensores de presença identificam a saída e acionam o processo de higienização. Sprinklers aplicam água e produtos de limpeza no piso antes da entrada da próxima pessoa.

A abertura e o travamento da porta também são automáticos. Para sair, o usuário aproxima a mão de um sensor verde ao lado da porta. A descarga do vaso sanitário é acionada de forma automática após o uso, e o papel higiênico deve ser descartado dentro do vaso.

As portas exibem sinalizações luminosas para indicar a situação do equipamento: luz verde para “livre”, vermelha para “desligado”, amarela para “ocupado” e azul para “limpeza”. A porta se fecha sozinha após 10 segundos, mas pode ser aberta e fechada manualmente a qualquer momento. Há ainda um sensor de emergência interno que, quando acionado, libera a abertura automática da porta por 2 minutos.

Tecnologia para reduzir contato e riscos

Todo o acionamento de serviços – como sabonete, água e secagem das mãos – ocorre por sensores de aproximação, sem contato físico com torneiras ou botões. A proposta é diminuir a exposição dos usuários a agentes microbiológicos.

O banheiro também veicula uma mensagem de áudio com instruções de uso, orientando o público sobre o funcionamento correto do equipamento e o tempo de permanência no interior da cabine.

Testes vão definir expansão do modelo

Segundo o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, o período de testes servirá para avaliar a aceitação e o desempenho do banheiro autolimpante.

“Queremos saber se os usuários aprovaram ou não o equipamento, se funciona bem ou não, níveis de higiene, durabilidade e segurança, enfim, tudo o que é necessário para atender bem nossa população e os turistas que nos visitam”, explicou Maia Neto.

De acordo com ele, os resultados vão embasar o projeto de requalificação dos banheiros públicos administrados pela Urbs, como os do Parque Barigui, das Arcadas do Pelourinho, da Praça Osório e do Terminal Guadalupe.

Na visão do presidente da empresa, se o modelo for aprovado, a Prefeitura deverá preparar uma licitação para contratar e implantar novas unidades em outros pontos da cidade, ampliando a oferta de sanitários públicos com tecnologia de autolimpeza.