
Drones otimizam operações dos bombeiros e auxiliam no combate a incêndios no Paraná
Foto: Bombeiros PR
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) usou drones com câmera térmica no rescaldo do incêndio que atingiu o Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, no último fim de semana.
Aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) aparecem com mais frequência nas ocorrências da corporação, que já usa a tecnologia em buscas em mata fechada e apoio a guarda-vidas no verão, e agora amplia o emprego também para o combate a incêndios.
Visão aérea acelera rescaldo em escola de Paranaguá
Durante a atuação dos bombeiros no colégio, o drone atuou principalmente na fase de rescaldo, etapa posterior ao controle das chamas, quando as equipes eliminam focos remanescentes para evitar a reignição do fogo. Com a câmera térmica, os militares identificaram pontos de calor entre os escombros e concentraram os esforços de forma mais precisa.
O tenente-coronel Douglas Martim Konflanz, comandante do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, responsável pelo Litoral, afirma que o equipamento foi decisivo para otimizar o trabalho em campo.
"O drone foi bastante efetivo para detectar os pontos de calor, nos ajudando a determinar onde concentrar as equipes. Ele gerou uma otimização dos recursos humanos e também dos insumos, como a água que estava sendo utilizada. Com isso, reduzimos o desgaste das equipes e conseguimos abreviar o trabalho, apontando os locais que exigiam maior atenção", afirmou.
Além do rescaldo, a visão aérea permitiu acompanhar a evolução dos trabalhos ao longo do fim de semana, identificar áreas com maior concentração de material combustível e prevenir o surgimento de novos focos.
Sistema integra imagens em tempo real
Segundo o presidente da Câmara Técnica de Operações com Aeronaves Remotamente Pilotadas do CBMPR, capitão Jackson Alexandre Machado, o emprego dos drones também facilita a integração entre todas as forças presentes na ocorrência. Ele destaca o desenvolvimento do Sysarp, software criado pela corporação para gerenciar as operações e transmitir, por streaming, as imagens captadas em tempo real para as equipes envolvidas.
O Sysarp é uma plataforma web voltada à aviação não tripulada na segurança pública. Ela substitui planilhas e anotações em papel por um ambiente digital integrado, auditável e com visualização operacional em tempo real, padronizando processos, reforçando a segurança operacional e oferecendo suporte à inteligência gerencial.
"As imagens em alta definição do incêndio permitem o posterior mapeamento para verificar os danos e perdas, por exemplo", comentou o capitão.
Aplicação em florestas e em produtos perigosos
Na visão de Machado, a tecnologia tem aplicação estratégica em diferentes tipos de incêndio, como o urbano, o florestal e aqueles que envolvem produtos perigosos.
Em áreas de vegetação, ele explica que é possível acompanhar a progressão do fogo e direcionar as guarnições para os pontos mais adequados de combate. Já em ocorrências com substâncias perigosas, o drone ajuda a levantar informações iniciais, como tipo de produto, possíveis vítimas e presença de vazamento.
"Esses dados preservam a vida do bombeiro e auxiliam na definição da melhor estratégia para o combate seguro", explicou.
O CBMPR avalia que o uso de drones integra o processo contínuo de modernização da corporação, ampliando a capacidade de resposta e oferecendo operações mais seguras, eficientes e planejadas no atendimento à população paranaense.
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