
Começa a disputa para ocupar a cadeira principal do Palácio Iguaçu
Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Em semana de intensas articulações em Brasília e Curitiba, o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) se reuniu na quarta-feira (18), na sede nacional do PL, com o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para discutir uma possível filiação ao partido e redesenhar a corrida ao governo do Paraná nas eleições deste ano.
Moro negocia filiação ao PL

Sérgio Moro lidera as pesquisas no Paraná
Jefferson Rudy/Agência Senado
No encontro, tratado inicialmente como uma conversa sobre alianças regionais, Moro sinalizou disposição para deixar o União Brasil e se juntar ao partido da família Bolsonaro. Aliados afirmam que a migração deve ser confirmada nos próximos dias.
Moro aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná e, na avaliação de dirigentes do PL, pode se tornar o principal nome do campo bolsonarista no estado. A filiação deve transformá-lo no principal cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro no Paraná, em uma espécie de 'dobradinha' entre as campanhas presidencial e estadual.
Aliados de Moro avaliam que o apoio do eleitorado identificado com o bolsonarismo será decisivo para levá-lo ao Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense.
Ratinho Junior rompe eixo PL-PSD

Guto Silva e Alexandre Curi disputam, internamente, a preferência do PSD para ser o candidato do Governador Ratinho JR
Do outro lado, o governador Ratinho Junior (PSD) insiste em manter a própria pré-candidatura à Presidência da República. A postura esfriou a articulação por uma aliança entre PL e PSD no estado e abriu espaço para que cada legenda lance candidato próprio ao governo do Paraná.
Nesse cenário, aliados apontam o secretário das Cidades, Guto Silva, como o nome mais provável do grupo de Ratinho. Ele já avisou que deixará o cargo em 4 de abril para se dedicar à campanha.
Levantamento recente do Instituto Paraná Pesquisas, porém, indica que Guto fica atrás de outros possíveis candidatos, como Sergio Moro, Requião Filho, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD). No PSD, a expectativa é que Curi use a força que tem junto a cerca de 200 prefeitos para tentar crescer entre os eleitores.
Greca vai para o MDB e entra na disputa

O ex-prefeito de Curitiba agora está no MDB e deve ser o candidato da legenda no pleito estadual
Foto AEN
Ex-prefeito de Curitiba e atual secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca deixou o PSD e se filiou ao MDB nesta semana. Ele se apresenta como pré-candidato ao governo e diz acreditar que pode ganhar consistência como nome viável ao apresentar os índices de aprovação que teve enquanto gestor da capital.
Greca nega que tenha enfrentado falta de espaço no PSD e afirma que a mudança de partido busca, entre outros objetivos, fortalecer o palanque de Ratinho Junior durante a campanha presidencial. O PSD, por sua vez, ainda não definiu qual nome apoiará para o Planalto e avalia alternativas como os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
Esquerda fecha com Requião Filho

Filho do ex-governador Roberto Requião, o deputado aparece como principal nome da esquerda no Paraná
Foto: ALEP
Enquanto a direita busca acomodar suas candidaturas, a esquerda já tem o cabeça de chapa definido. O deputado estadual Requião Filho (PDT) foi lançado como pré-candidato ao governo do Paraná e, segundo pesquisas recentes, aparece em segundo lugar, apesar da alta rejeição registrada.
Requião Filho conta com apoio declarado do PT e negocia uma frente mais ampla com outras siglas de oposição. Na avaliação de dirigentes de esquerda, a tendência é que o PSB, comandado no estado pelo deputado federal Luciano Ducci, não se some ao projeto, o que pode limitar o tempo de TV e a capilaridade da candidatura no interior.
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