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“Éramos nós contra o mundo”, diz advogado do caso Giovanna

Após prisão de suspeito, Dalledone relembra acusação contra ciganos e fala em 20 anos atrás do verdadeiro autor

Da redação
DA REDAÇÃO

20/02/2026 • 10:30 • Atualizado em 20/02/2026 • 10:30

Claudio Dalledone JR é advogado criminalista

Claudio Dalledone JR é advogado criminalista

Foto: Divulgação

A prisão de um homem de 55 anos, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, reacendeu um dos casos criminais mais marcantes do Paraná. Ele é investigado por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver no assassinato de Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, ocorrido em 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.

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Na época do crime, integrantes da comunidade cigana foram apontados como autores. Eles foram denunciados, levados a júri popular e absolvidos por falta de provas. O processo acabou arquivado.

Vinte anos depois, com o desarquivamento do inquérito e a prisão preventiva do novo suspeito, o advogado Claudio Dalledone Jr., que atuou na defesa dos ciganos, voltou a se manifestar.

“Éramos nós contra o mundo. Absolutamente contra todos.”

Ele afirma que os acusados foram tratados como culpados antes mesmo do julgamento.

“Jogaram aquelas pessoas como os piores seres humanos da Terra, acusados de um ritual satânico.”

Dalledone relembrou o momento em que os réus deixaram o fórum sob forte comoção popular.

“Eu me coloquei na frente e gritei: se lincharem os ciganos, vão ter que me matar junto.”

Segundo ele, a defesa sempre sustentou a inocência do grupo.

“Eu aceitei aquela causa para lutar pela verdade e evidenciar a inocência daqueles que estavam sendo acusados injustamente.”

“Foram 20 anos perseguindo esse monstro”

Com a nova prisão, o advogado afirma que o caso entra em uma fase decisiva. Hoje, ele atua como advogado da família da vítima.

“Foram 20 anos perseguindo esse monstro.”

Ele declarou que a busca pelo verdadeiro autor foi uma trajetória longa.

“Não foi com aparato oficial. Foi insistência, coragem e convicção.”

Agora, segundo ele, o objetivo é levar o suspeito a julgamento.

“Que ele tenha toda a defesa possível. Mas dentro da legalidade eu irei condená-lo no limite máximo da lei.”

A investigação segue em andamento pela Polícia Civil do Paraná.