Uma menina de 4 anos foi entregue por engano a outra família na Escola Arthur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade, em Cascavel, em episódio que levou a mãe, grávida de nove meses, a passar mal e fez a Secretaria de Educação abrir uma investigação.
Como ocorreu a troca
A criança, chamada Aurora, participava de uma atividade com massinha de modelar quando colocou o material em um dos ouvidos. A equipe da escola então acionou os responsáveis para que alguém fosse buscá-la.
No momento de retirá-la do colégio, porém, quem levou a menina não foi a mãe nem um parente autorizado, mas o avô de outra aluna, que também se chama Aurora.
De acordo com o relato da família, a equipe da escola entregou a criança ao homem, que saiu com ela e a levou para a casa da própria família, sem que ninguém percebesse a troca naquele momento.
Somente mais tarde, ao notar o engano, os familiares devolveram a menina à unidade de ensino. Foi então que a verdadeira responsável, Tamara Priscila Gonçalves, foi chamada pela direção.
Tamara afirma que se desesperou ao saber que a filha havia sido entregue a desconhecidos e diz que busca esclarecimentos sobre o ocorrido. 'Eu quero entender o que aconteceu', afirma a mãe, que chegou a ser internada após o episódio.
Pais relatam conferência de documentos
A Dauana da Silva, mãe de três alunos da Escola Arthur Carlos Sartori, relata que a rotina da unidade é exigir identificação de quem busca as crianças.
Segundo ela, 'sempre que a família vai retirar as crianças, a carteirinha é apresentada' na entrada e conferida pelos funcionários.
Outros pais, como o ajudante de motorista Nilton César Miranda, confirmam que a escola costuma exigir o documento e dizem não compreender a falha no procedimento.
'A gente não entende como um erro desses pode acontecer', comenta Nilton.
Secretaria abre processo e oferece apoio
A Secretaria de Educação informou que abriu um processo administrativo para investigar o caso, entender o que de fato ocasionou o erro e apurar as responsabilidades.
O órgão também comunicou que Tamara e a filha serão atendidas pela equipe da secretaria, com oferta de apoio psicológico.
De acordo com a secretária de Educação, Gislaine Buraki, o objetivo é dar suporte à família enquanto o procedimento interno analisa o episódio. Pais e responsáveis aguardam as conclusões da apuração.
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