
Pressão pré-vestibular: como reduzir a ansiedade antes das provas
Foto: Arquivo Agência Brasil
Com a chegada do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e dos principais vestibulares do País, muitos estudantes enfrentam um período marcado por ansiedade e pressão emocional. A psicóloga Cris Aguiar, especialista em neuropsicologia e psicologia sistêmica familiar e de casais, explica que essa fase representa mais do que uma prova acadêmica.
“O vestibular simboliza a passagem da adolescência para a vida adulta. O peso das decisões e a perspectiva de um futuro incerto despertam inseguranças e sentimentos de solidão, principalmente em quem vai mudar de cidade”, afirma.
O peso da escolha profissional
Segundo a especialista, a necessidade de escolher uma profissão ainda na juventude é um dos fatores que mais causam angústia.
“Muitos adolescentes se sentem obrigados a decidir o futuro antes de se conhecerem por completo. A influência de expectativas familiares ou da pressão social por sucesso rápido pode gerar medo de errar e até paralisar o estudante”, explica.
Rotina e adaptação
A mudança de rotina também exige preparo emocional. A autonomia, tão esperada por quem vai ingressar na faculdade, chega de forma repentina e pode gerar insegurança. Cris Aguiar destaca que a forma como o jovem lida com essa transição está relacionada ao tipo de apego desenvolvido na infância.
“Quem teve um apego seguro tende a enfrentar o processo com mais confiança. Já o apego inseguro pode acentuar o medo do abandono e dificultar a criação de novos vínculos”, pontua.
Apoio familiar é essencial
A especialista reforça o papel dos pais nesse momento.
“O apoio deve ser constante, mas sem controle excessivo. Acolher sem invadir e confiar no processo são pilares fundamentais para um desenvolvimento emocional saudável”, orienta.
Cris Aguiar também recomenda buscar ajuda profissional quando a ansiedade se torna intensa.
“A terapia auxilia o jovem a compreender suas emoções e desenvolver recursos internos para lidar melhor com as transformações dessa fase”, conclui.

