
Última apresentação do ano de “Gregor – uma odisseia patética” emociona a plateia
Foto: Vitor Dias/CCTG
A última apresentação do espetáculo “Gregor – uma odisseia patética” aconteceu neste domingo, no Teatro José Maria Santos, e encerrou uma temporada marcada por público expressivo e elogios da crítica. A montagem da G2 Cia. de Dança do Teatro Guaíra atraiu mais de 1.500 pessoas ao longo das duas temporadas em 2024.
O espetáculo marca os 25 anos da G2, única companhia pública de bailarinos master em atividade na América Latina. Foi a primeira incursão do grupo no universo da comédia, combinando dança, teatro físico e humor.
Crítica destaca qualidade artística e temática existencial
Com direção e dramaturgia de Andrei Moscheto, do grupo Antropofocus, “Gregor” levou ao palco uma narrativa sensível sobre os desafios da existência. Para Moscheto, a segunda temporada consolidou a evolução do espetáculo. “Conseguimos dar um passo além em relação ao que foi criado no começo do ano, evoluindo o espetáculo para algo ainda mais rico”, afirmou.
O público também reconheceu a força da montagem. A estudante universitária Sophie Sampaio destacou a reflexão promovida pelo espetáculo. “A gente deixa muita coisa por medo ou pela rotina e esquece de viver. A forma como a G2 trouxe isso ao palco foi muito bonita”, comentou.
Estética híbrida e referências clássicas
O processo criativo da peça reuniu referências de humor gestual, circo e literatura, com influências que vão de Quino e Jerry Lewis a Franz Kafka. O elenco inclui artistas como Clionise de Barros, Júlio Mota e Ricardo Garanhani.
A trilha sonora é de Enzo Veiga, com cenografia de Gabrielle Windmüller e figurinos de Cris Rosa. A iluminação é assinada por Nathan Gabriel.
G2 prepara novo espetáculo para circular o Paraná em 2026
Em 2026, a G2 Cia. de Dança estreia “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes”. A circulação está prevista para cidades como Guarapuava, Maringá, Campo Mourão, Telêmaco Borba e Francisco Beltrão a partir de março.
Segundo o diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, Áldice Lopes, o novo espetáculo busca unir diferentes referências em uma narrativa visual e cênica singular. “Cada elemento da peça se entrelaça de forma única, com uma unidade estilística que dialoga com as gags circenses e com a obra de Kleist”, afirmou.
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