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Estagiário do MPPR é demitido em Pitanga por acessar dados sigilosos

Caso aconteceu no Paraná; jovem acessou processo sigiloso e ofereceu serviços da mãe a acusado de violência doméstica.

Rodrigo Leite
RODRIGO LEITE

01/06/2026 • 12:47 • Atualizado em 01/06/2026 • 12:50

Um estagiário do Ministério Público do Paraná foi demitido após acessar dados sigilosos de um processo e oferecer os serviços de advocacia da mãe dele a um acusado de violência doméstica. O caso aconteceu em março, na comarca de Pitanga, no interior do Paraná.

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Segundo as informações, o estagiário entrou em contato com o investigado por WhatsApp. Nas mensagens, ele afirmou que havia recebido o processo e visto que o acusado seria defendido por uma advogada dativa, paga pelo Estado.

Estagiário ofereceu serviços da mãe

Depois de acessar as informações do processo, o estagiário ofereceu os serviços da mãe, que é advogada. Ele afirmou que ela aceitou acompanhar o caso e sugeriu que o pagamento fosse feito com o uso de uma academia de propriedade do investigado.

Nas mensagens, o estagiário também tentou convencer o acusado. Ele disse ter visto nos autos que não havia provas contra ele e chegou a afirmar que o caso seria de “absolvição na certa”.

Mensagens foram levadas à promotoria

O que o estagiário não sabia é que o celular para o qual enviou as mensagens estava com a ex-mulher do acusado após a separação. Ela levou o aparelho à promotoria, que identificou a atuação irregular.

A partir disso, o caso passou a ser apurado pelo Ministério Público do Paraná.

Estagiário foi demitido

O estagiário não teve o nome divulgado. Ele foi demitido após a constatação do acesso indevido aos dados sigilosos da promotoria.

Além da demissão, ele deve responder por violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual, já que também teria tentado apagar as mensagens.

Ministério Público abre ação

O Ministério Público do Paraná também abriu uma ação de improbidade administrativa contra o ex-estagiário.

O caso é tratado como grave por envolver acesso indevido a informações sigilosas, tentativa de captação de cliente e uso de dados processuais para benefício particular.