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Estudante é suspeito de matar paciente após realizar procedimento estético em Curitiba

Suspeito de 21 anos se passava por biomédico e dentista; vítima de 66 anos morreu após complicações em lipoenxertia.

Da redação com Marcel Mercúrio | Band TV
DA REDAÇÃO COM MARCEL MERCÚRIO | BAND TV

08/10/2025 • 17:51 • Atualizado em 08/10/2025 • 17:51

Jovem de 21 anos, sem registro profissional, foi preso por homicídio e exercício ilegal da medicina após morte de paciente em Curitiba.

Jovem de 21 anos, sem registro profissional, foi preso por homicídio e exercício ilegal da medicina após morte de paciente em Curitiba.

Foto: PCPR

Um estudante de Biomedicina de 21 anos é investigado pela Polícia Civil do Paraná por realizar procedimentos estéticos sem habilitação profissional, o que teria resultado na morte de uma mulher de 66 anos. A operação foi realizada nesta quarta-feira (8) em ação conjunta com a Vigilância Sanitária (VISA) e o Conselho Regional de Medicina (CRM), após denúncia feita pelo Conselho Regional de Biomedicina (CRBM).

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Procedimentos ilegais e morte da paciente

Segundo as investigações, o estudante, que está no 7º período do curso, divulgava nas redes sociais serviços de preenchimento labial e aplicação de estimuladores de colágeno, mesmo sem possuir registro profissional.

Em maio deste ano, ele atendeu a mulher de 66 anos se apresentando falsamente como dentista e biomédico.Durante o atendimento, realizou aplicações de plasma facial, lipo de papada e, por fim, uma lipoenxertia nos seios.

O último procedimento provocou intensa dor e infecção em apenas dois dias, levando a vítima a um choque séptico e à morte no dia 2 de outubro, conforme o laudo médico.

A paciente chegou a ser submetida a uma mastectomia total, com remoção completa das mamas e parte do tecido do tórax, devido à necrose causada pela infecção.

Locais de atendimento e crimes investigados

Os atendimentos eram realizados em clínicas localizadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral, em Curitiba.O suspeito foi ouvido na delegacia e vai responder por exercício ilegal da medicina e homicídio doloso – quando o autor assume o risco de causar a morte, mesmo sem intenção direta.

As penas podem chegar a 30 anos de prisão.

Polícia promete rigor na investigação

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, as condutas do estudante ultrapassam todos os limites já observados em casos semelhantes de práticas médicas ilegais.O inquérito será conduzido com rigor máximo e encaminhado para julgamento pelo Tribunal do Júri.