A Polícia Civil do Paraná identificou os responsáveis por uma tentativa de latrocínio registrada na madrugada de 18 de julho de 2025, no Centro de Curitiba. O crime foi praticado contra duas vítimas após um encontro em bares e uma casa noturna da capital.
Segundo a investigação da Delegacia de Furtos e Roubos, o grupo utilizou violência extrema durante a ação criminosa, que resultou em graves ferimentos em uma das vítimas.
Crime começou após saída de bar e casa noturna
De acordo com a apuração, as vítimas estavam em um bar na Avenida Jaime Reis e, posteriormente, seguiram para uma casa noturna no bairro Batel, onde passaram a interagir com três homens. Após a saída do local, o grupo se deslocou até um estúdio localizado na Rua Cruz Machado, no Centro.
Em determinado momento, uma das vítimas deixou o local, deixando a outra sozinha com os suspeitos. Foi nesse intervalo que teve início a agressão.
Agressões, tentativa de estrangulamento e roubo
Conforme o relatório policial, a vítima foi imobilizada por trás com um golpe conhecido como mata-leão, enquanto os outros autores desferiam socos e chutes. Um capacete foi utilizado para intensificar as agressões.
Ainda segundo a investigação, os suspeitos tentaram estrangular a vítima com o fio de uma geladeira. A morte não se consumou porque o cabo se rompeu. A vítima perdeu a consciência devido à violência sofrida.
Com o retorno da segunda vítima ao estúdio, os agressores também passaram a atacá-la. Durante a ação, foram roubados celulares, joias e perfumes. O grupo fugiu logo após o crime.
Imagens, registros e reconhecimento ajudaram na identificação
A Polícia Civil utilizou imagens de câmeras de segurança da casa noturna, registros de cadastro de entrada no local e comprovantes de transações financeiras realizadas pouco antes do crime.
As vítimas e uma testemunha reconheceram formalmente dois dos envolvidos em procedimento de reconhecimento fotográfico. A investigação também apontou que um dos autores utilizou documento de terceiro para dificultar a identificação.
Pedido de prisão preventiva
Diante da gravidade dos fatos e do histórico de violência associado aos investigados, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos, além da expedição de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a eles.
O relatório foi concluído em 15 de janeiro de 2026 e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
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