O Feirão Serasa Limpa Nome entra na reta final e segue até 1º de abril, após início em fevereiro, com quase 5 milhões de acordos fechados em todo o país e mais de 249 mil dívidas quitadas apenas no Paraná, segundo a Serasa.
Paraná soma 249 mil dívidas renegociadas
Desde o começo do mutirão, em fevereiro, os consumidores paranaenses aproveitaram as condições especiais para regularizar pendências e voltar a ter acesso ao crédito. De acordo com a Serasa, mais de 249 mil débitos foram renegociados no estado.
Entre esses consumidores está Maria Antônia de Oliveira, desempregada, que acumula dívidas de quase R$ 9 mil e buscou atendimento em uma agência dos Correios para organizar as contas e limpar o nome.
“Quero parcelado, com certeza parcelado”, afirmou Maria Antônia, ao avaliar as condições oferecidas.
Os Correios são um dos principais pontos de apoio do mutirão. O atendimento presencial ocorre em cerca de 7 mil agências espalhadas pelo país, alternativa para quem tem dificuldade de negociar pela internet ou por telefone.
Descontos chegam a 99% nas negociações
Criado em 2024, o Feirão Serasa Limpa Nome tem como foco consumidores negativados, com descontos que podem chegar a 99% sobre o valor das dívidas. A campanha concentra ofertas de mais de 2 mil empresas credoras.
Os acordos podem ser feitos pelos canais digitais da Serasa, por telefone ou nas agências dos Correios. Segundo a Serasa, as negociações já somam cerca de R$ 15 bilhões em descontos concedidos.
País tem 81,7 milhões de inadimplentes
No Paraná, mais de 4 milhões de consumidores estão inadimplentes e com a organização financeira comprometida. Em todo o Brasil, o número chega a 81,7 milhões de pessoas com contas em atraso.
De acordo com dados da Serasa, o volume de dívidas no país cresceu 43% nos últimos dez anos, o que pressiona o orçamento das famílias e torna ações de renegociação mais frequentes.
Planejamento é chave, orienta especialista
Para o especialista em educação financeira Marcus Luz, renegociar as dívidas é apenas uma etapa do processo de reorganização do orçamento. Ele defende que o feirão seja acompanhado de mudanças de hábito.
“É preciso ter educação financeira, ter a noção de quanto entra de renda dentro do lar e quais são as contas básicas que são inegociáveis, como moradia, supermercado e contas recorrentes. A partir disso, vêm as outras prioridades, como faturas de cartões”, explica.
“É importante ter esse controle e acompanhamento”, reforça o especialista, ao defender que o consumidor use o mutirão para ajustar as finanças e evitar novo endividamento.
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