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Feminicídios caem 10% no Paraná e governo amplia ações de proteção

Redução é atribuída à atuação da Patrulha Maria da Penha e ao Programa Mulher Segura

Da redação
DA REDAÇÃO

29/10/2025 • 18:37 • Atualizado em 29/10/2025 • 18:37

Casos de feminicídio caíram 10% no Paraná entre janeiro e setembro de 2025. Programa Mulher Segura e Patrulha Maria da Penha ampliaram ações no estado.

Casos de feminicídio caíram 10% no Paraná entre janeiro e setembro de 2025. Programa Mulher Segura e Patrulha Maria da Penha ampliaram ações no estado.

Foto: shutterstock.

O Paraná registrou queda de 10% nos casos de feminicídio entre janeiro e setembro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 64 ocorrências neste ano, ante 71 em 2024.

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Em Curitiba, a redução foi de 13%, enquanto nos 76 municípios onde o Programa Mulher Segura foi implantado inicialmente, a queda foi ainda mais expressiva, de 25% (de 56 para 42 casos), segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública (Sesp).

Os estupros também diminuíram 18% no mesmo período, o que representa mais de mil mulheres a menos entre as vítimas.

Política de proteção e prevenção

Lançado em 2024 e expandido neste ano para todos os 399 municípios do Paraná, o Programa Mulher Segura tem fortalecido a rede de apoio e as ações de prevenção. O balanço foi apresentado nesta quarta-feira (29) pela Sesp, que também apontou uma redução de 29% nos homicídios dolosos no estado.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, os resultados são fruto de um trabalho integrado entre forças de segurança, municípios e campanhas educativas.

“A rede de apoio da Segurança Pública está presente em todo o estado. A proteção às mulheres é tratada de forma ampla, com ações de conscientização voltadas também aos homens”, afirmou.

Patrulha Maria da Penha e monitoramento eletrônico

O secretário destacou o reforço no efetivo e no número de visitas da Patrulha Maria da Penha, além da criação do sistema de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES).

A nova tecnologia permite o monitoramento em tempo real da localização da mulher com medida protetiva e do agressor. Caso haja aproximação indevida, as forças de segurança são acionadas imediatamente para garantir a integridade da vítima.

“Formamos mais policiais e ampliamos o alcance da patrulha. Em qualquer ocorrência, a equipe vai até o local e orienta a vítima, evitando que a violência se repita”, explicou Hudson Teixeira.

Crescimento das ações

Entre 2023 e 2024, o número de visitas comunitárias realizadas pelo Programa Mulher Segura cresceu 332%, saltando de 12 mil para 51,9 mil. No primeiro semestre de 2025, o crescimento foi de 86,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desde o início da iniciativa, já foram realizadas mais de 1,3 mil palestras, que atingiram diretamente 105 mil pessoas com temas de prevenção à violência, promoção da cidadania e fortalecimento das redes de apoio.

Engajamento masculino

O programa também atua na vertente “De Homem Para Homem”, voltada ao diálogo com o público masculino. A proposta busca envolver homens no combate à violência doméstica, incentivando o respeito e a corresponsabilidade nas relações.

“O crime contra a mulher não é apenas um problema de segurança pública, mas uma questão social. Os números mostram que a conscientização está crescendo e salvando vidas”, concluiu o secretário Hudson Leôncio Teixeira.