O corpo de Jurandir de Oliveira, 83 anos, que estava desaparecido desde 23 de fevereiro, foi encontrado esquartejado e com a cabeça separada na manhã desta sexta-feira (6), em uma chácara em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, a vítima estava enterrada em uma área de mata da propriedade rural. A filha e o genro de Jurandir foram presos, assim como um terceiro suspeito, após o genro confessar participação no crime e indicar o local onde o corpo foi ocultado.
Investigação começou como desaparecimento
De acordo com o delegado Leandro Vadalá, a investigação começou quando um dos filhos de Jurandir procurou a delegacia para registrar o desaparecimento do pai.
“Inicialmente, se tratava de um desaparecimento de um senhor de 83 anos. Foi registrado um boletim de ocorrência pelo filho dele, e de pronto nós começamos as investigações para tentar localizá-lo”, afirmou Vadalá.
Durante as diligências, a equipe recebeu informações de que o idoso não estaria apenas desaparecido, mas teria sido vítima de homicídio. A partir desses indícios, a polícia pediu a prisão temporária de três suspeitos.
“Conseguimos juntar alguns elementos e representamos pela prisão temporária de três indivíduos, possivelmente envolvidos no homicídio dele e na ocultação do cadáver”, explicou o delegado.
Genro confessa e indica local onde corpo estava
No cumprimento dos mandados, os policiais encontraram na casa de um terceiro investigado o celular de Jurandir. Esse homem também foi preso. Na mesma ação, o genro da vítima confessou o crime à polícia.
Segundo Vadalá, o genro relatou que matou o idoso, desmembrou o corpo ao longo de alguns dias e, depois, separou a cabeça e os membros antes de enterrar as partes na chácara em Campo Magro.
“Foi encontrado na casa de um dos indivíduos o celular da vítima, que é um elemento importantíssimo. O genro confessou o crime e mostrou o local em que teria escondido o corpo após tê-lo mutilado, separando a cabeça e os membros. Agora, nós conseguimos localizar o corpo, que está sendo encaminhado para o IML”, detalhou o delegado.
Desavença por casa é apurada como possível motivação
Conforme a Polícia Civil, uma das linhas de investigação aponta que o crime pode ter relação com uma desavença familiar envolvendo uma casa. Os detalhes do possível conflito ainda são apurados.
O delegado informou que uma machadinha teria sido usada para cometer o crime e desmembrar o corpo de Jurandir. Exames periciais devem confirmar as circunstâncias da morte e a dinâmica do homicídio.
Os três detidos seguem presos temporariamente e são investigados por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e analisando provas para esclarecer completamente o caso.
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