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Filha e genro confessam morte de idoso achado esquartejado em Campo Magro

Corpo de Jurandir de Oliveira, 83, estava enterrado em chácara; Polícia Civil investiga se desavença por imóvel motivou o crime

Da redação
DA REDAÇÃO

06/03/2026 • 15:44 • Atualizado em 06/03/2026 • 15:44

O corpo de Jurandir de Oliveira, 83 anos, que estava desaparecido desde 23 de fevereiro, foi encontrado esquartejado e com a cabeça separada na manhã desta sexta-feira (6), em uma chácara em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba.

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Segundo a Polícia Civil do Paraná, a vítima estava enterrada em uma área de mata da propriedade rural. A filha e o genro de Jurandir foram presos, assim como um terceiro suspeito, após o genro confessar participação no crime e indicar o local onde o corpo foi ocultado.

Investigação começou como desaparecimento

De acordo com o delegado Leandro Vadalá, a investigação começou quando um dos filhos de Jurandir procurou a delegacia para registrar o desaparecimento do pai.

“Inicialmente, se tratava de um desaparecimento de um senhor de 83 anos. Foi registrado um boletim de ocorrência pelo filho dele, e de pronto nós começamos as investigações para tentar localizá-lo”, afirmou Vadalá.

Durante as diligências, a equipe recebeu informações de que o idoso não estaria apenas desaparecido, mas teria sido vítima de homicídio. A partir desses indícios, a polícia pediu a prisão temporária de três suspeitos.

“Conseguimos juntar alguns elementos e representamos pela prisão temporária de três indivíduos, possivelmente envolvidos no homicídio dele e na ocultação do cadáver”, explicou o delegado.

Genro confessa e indica local onde corpo estava

No cumprimento dos mandados, os policiais encontraram na casa de um terceiro investigado o celular de Jurandir. Esse homem também foi preso. Na mesma ação, o genro da vítima confessou o crime à polícia.

Segundo Vadalá, o genro relatou que matou o idoso, desmembrou o corpo ao longo de alguns dias e, depois, separou a cabeça e os membros antes de enterrar as partes na chácara em Campo Magro.

“Foi encontrado na casa de um dos indivíduos o celular da vítima, que é um elemento importantíssimo. O genro confessou o crime e mostrou o local em que teria escondido o corpo após tê-lo mutilado, separando a cabeça e os membros. Agora, nós conseguimos localizar o corpo, que está sendo encaminhado para o IML”, detalhou o delegado.

Desavença por casa é apurada como possível motivação

Conforme a Polícia Civil, uma das linhas de investigação aponta que o crime pode ter relação com uma desavença familiar envolvendo uma casa. Os detalhes do possível conflito ainda são apurados.

O delegado informou que uma machadinha teria sido usada para cometer o crime e desmembrar o corpo de Jurandir. Exames periciais devem confirmar as circunstâncias da morte e a dinâmica do homicídio.

Os três detidos seguem presos temporariamente e são investigados por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e analisando provas para esclarecer completamente o caso.

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