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Força-tarefa em parques do PR aplica R$ 878 mil em multas

Ação em quatro unidades de conservação flagra desmatamento, tanques irregulares e acessos clandestinos

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 08:51 • Atualizado em 08/04/2026 • 08:51

Operação contra crimes ambientais em Unidades de Conservação aplica R$ 878 mil em multas

Operação contra crimes ambientais em Unidades de Conservação aplica R$ 878 mil em multas

Foto: IAT

O Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná aplicou R$ 878 mil em multas e lavrou 38 Autos de Infração Ambiental na primeira edição da força-tarefa “Espaço Naturais Protegidos”, realizada entre 24 e 31 de março em quatro unidades de conservação do estado, cujo balanço foi divulgado nesta quarta-feira (8).

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Operação em quatro unidades de conservação

As equipes vistoriaram os parques estaduais Pico do Paraná, em Campina Grande do Sul e Antonina, Serra da Baitaca, em Piraquara e Quatro Barras, Monge, na Lapa, e Lauráceas, em Adrianópolis.

De acordo com o relatório do IAT, as principais irregularidades foram desmatamento ilegal de Mata Atlântica, parcelamento irregular do solo e acesso por trilhas clandestinas em áreas protegidas.

“Vamos intensificar o trabalho de fiscalização nas Unidades de Conservação do Paraná para coibir os crimes ambientais. Mas, além disso, queremos orientar os turistas em busca do melhor entendimento sobre o funcionamento dos parques estaduais”, afirmou o coordenador da força-tarefa e chefe do escritório regional do IAT em Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto.

Desmatamento e avanço da urbanização

Nas zonas de amortecimento dos parques Serra da Baitaca e Monge, a força-tarefa identificou 33,40 hectares de vegetação nativa suprimida. O IAT também encontrou indícios de parcelamento irregular do solo na Baitaca, o que indica avanço da urbanização sobre a área de proteção.

Os técnicos autuaram ainda proprietários de tanques de água de diferentes portes que não tinham outorga ou licenciamento ambiental. Todos os responsáveis foram notificados e multados.

Segundo Moreto, as infrações têm impactos significativos sobre o meio ambiente e, somadas, resultaram em valores próximos a R$ 1 milhão em penalidades.

Pinus em área protegida e estruturas demolidas

No Parque Estadual das Lauráceas, a equipe encontrou desmatamento de vegetação nativa dentro da unidade para plantio de pinus, espécie exótica considerada invasora. Além da apreensão de equipamentos, os fiscais demoliram edificações em construção de forma irregular na área protegida.

Acessos irregulares e visitantes advertidos

A operação também mirou o acesso clandestino de visitantes em parques abertos ao público, como Pico do Paraná, Serra da Baitaca e Monge. Na Baitaca, as ações se concentraram na cachoeira da Samambaia e no campo de asa-delta, locais distantes da base do IAT e com grande fluxo de pessoas para visitação e rituais religiosos, o que aumenta o risco de incêndios e descarte inadequado de lixo.

No Monge, fiscais percorreram trilha irregular que começa ao lado da base da estátua do Cristo. Nessas áreas, a equipe priorizou a educação ambiental e advertiu verbalmente cerca de 60 visitantes, reforçando a necessidade de cadastro na base do IAT.

No Pico do Paraná, uma pessoa recebeu multa de R$ 2 mil por entrar no parque por acesso irregular e sem cadastro obrigatório. O IAT também fechou uma trilha clandestina em terreno vizinho à unidade, com multa de R$ 23 mil ao responsável, conforme informou o órgão.

“Essa foi a primeira grande ação de fiscalização de uma série que faremos nesses locais com um objetivo muito claro: cuidar e preservar o patrimônio natural do Paraná”, disse Moreto.