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Como funcionava o esquema que fraudou 50 postos de Curitiba e região

Esquema envolvia postos de Curitiba e da Região Metropolitana e tinha ligação com o crime organizado

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

26/01/2026 • 13:57 • Atualizado em 26/01/2026 • 13:57

A Polícia Federal concluiu as investigações sobre um esquema de fraude e adulteração de combustíveis em postos de Curitiba e da Região Metropolitana. A prática tinha ligação com o crime organizado e resultou no indiciamento de oito pessoas.

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Como funcionava o esquema

Segundo a Polícia Federal, ao menos 50 postos foram analisados durante a investigação. O esquema atuava de duas formas principais. Uma delas era a chamada bomba baixa, que fornecia menos combustível do que o indicado ao consumidor, com diferenças que chegavam a 8%.

Outra irregularidade identificada foi a adulteração da gasolina, com aumento ilegal da quantidade de etanol. Em alguns casos, o combustível apresentava até 79% de etanol, quando o limite permitido por lei é de 27%.

Ligação com o crime organizado

As investigações apontam que a fraude movimentava um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado. Os lucros eram ocultados por meio de empresas de fachada e o uso de laranjas profissionais.

Indiciamentos e penas

A apuração foi realizada no âmbito da Operação Tank, deflagrada em agosto do ano passado. Agora, oito pessoas apontadas como integrantes do núcleo de comando e gestão da rede de postos foram indiciadas.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados vão responder por crimes contra a ordem econômica e estelionato. As penas, somadas, podem chegar a até 40 anos de prisão. As identidades dos indiciados não foram divulgadas.