
Operação aconteceu no interior do Paraná
Foto: MP-PR
O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira, 23 de abril, a Operação Fim da Trilha para apurar suspeitas de crimes praticados por um policial civil que atuava na 39ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Bandeirantes, no Norte Pioneiro.
Os promotores cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao investigado, em sua residência e em seu local de trabalho. A ação contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná, responsável pelo acompanhamento administrativo da conduta de servidores da corporação.
Esquema sob suspeita
Segundo o Ministério Público, as apurações começaram após a identificação de um possível esquema ilícito operado a partir da 39ª Delegacia Regional. O policial é apontado como interlocutor de tratativas suspeitas com advogados e particulares, relacionadas a investigações e procedimentos em andamento na unidade.
Os investigadores relatam que os fatos em análise envolvem a prática ou a omissão de atos de ofício mediante pagamento de vantagem indevida. Entre as condutas investigadas estão a não lavratura de prisões em flagrante de integrantes de uma organização criminosa, a não apreensão de dispositivos eletrônicos, a devolução irregular de celulares apreendidos e a facilitação da entrada de telefone na carceragem de Bandeirantes.
Crimes e medidas cautelares
O Gaeco apura a ocorrência dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e fraude processual. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Bandeirantes e Cambará, ambas localizadas na região Norte Pioneiro do Paraná.
A Justiça também determinou medidas cautelares diversas da prisão. O policial foi afastado imediatamente de suas funções públicas, teve o armamento recolhido e passou a ser monitorado eletronicamente. A decisão ainda proíbe o acesso do investigado a qualquer unidade policial do estado e veda contato com outros investigados e testemunhas do caso.
O que buscam os investigadores
As buscas têm como objetivo apreender computadores, aparelhos celulares, dinheiro em espécie, documentos e outros dispositivos eletrônicos que possam comprovar a materialidade e a autoria dos ilícitos em apuração. O material recolhido será analisado pelo Gaeco e pela Corregedoria da Polícia Civil para subsidiar a investigação criminal e eventuais procedimentos administrativos disciplinares.
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