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Homem é acusado de golpe milionário contra corretora de imóveis no Paraná

Suspeito, que se apresentava como empresário, está foragido; polícia acredita que mais vítimas possam aparecer.

Da redação com Rodrigo Leite | TV BAND PR
DA REDAÇÃO COM RODRIGO LEITE | TV BAND PR

11/08/2025 • 18:04 • Atualizado em 11/08/2025 • 18:04

Empresário é acusado de golpe milionário contra corretora de imóveis no Paraná

Empresário é acusado de golpe milionário contra corretora de imóveis no Paraná

Foto: Band Paraná

A Polícia Civil do Paraná procura Wissan Fadel Hanna, de 41 anos, acusado de aplicar um golpe de mais de R$ 1 milhão contra a corretora de imóveis Hellen Stall. Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como empresário bem-sucedido e usou um relacionamento amoroso para ganhar a confiança da vítima.

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De acordo com Hellen, no início o homem a presenteava com jantares, presentes e promessas de investimentos lucrativos. Com o tempo, ela vendeu o apartamento e o carro, além de dar acesso às suas contas bancárias, acreditando que o dinheiro seria usado na compra de restaurantes e em outras aplicações financeiras.

“Eu vivo com medo. Ele me ameaçou de morte”, relatou Hellen à Band Paraná.

Outras vítimas registraram ocorrência

O suspeito foi preso anteriormente por ameaça, pagou fiança e foi liberado, mas agora é considerado foragido. Segundo a Polícia Civil, ao menos quatro mulheres já registraram boletim de ocorrência contra ele. O advogado da vítima acredita que o número de casos possa ser maior.

As autoridades alertam que criminosos desse tipo costumam se aproveitar da fragilidade emocional das vítimas para obter vantagens financeiras, muitas vezes utilizando aplicativos de relacionamento para o primeiro contato. Em alguns casos, eles também fazem ameaças para conseguir dinheiro, como a divulgação de fotos íntimas.

Golpes semelhantes no país

Situações parecidas já foram registradas em outras regiões do Brasil. No Distrito Federal, por exemplo, 30 homens foram vítimas do chamado “golpe da falsa gata do Tinder”, praticado por um grupo formado por presidiários. As vítimas eram enganadas com perfis falsos e, depois de fornecer dados pessoais, passavam a sofrer extorsões e ameaças.

A psicóloga Mônica Braga alerta para sinais de que algo não está certo:

“É importante desconfiar quando a pessoa começa a demonstrar interesse pelo seu dinheiro. Pesquise mais, cuide da sua autoestima, não se envolva financeiramente e denuncie o caso.”