A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (23), em Arapongas e Londrina, a Operação “Telefone Mudo”, que mira uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes na venda de celulares de última geração por meio de anúncios falsos em redes sociais.
Mandados e alvo foragido
A ação ocorreu pela Delegacia de Estelionatos de Londrina, com apoio da 22.ª Subdivisão Policial de Arapongas. As equipes cumpriram dois mandados de busca e apreensão domiciliar e um mandado de prisão preventiva no município de Arapongas.
Um dos investigados acabou preso. Um segundo suspeito, que também teve prisão preventiva decretada, não foi localizado durante a operação e agora é considerado foragido pela polícia.
O golpe da caixa lacrada

Foto: PCPR
Segundo as investigações, o grupo publicava anúncios de smartphones novos e de última geração nas redes sociais, oferecendo os aparelhos por valores abaixo do praticado no mercado para atrair compradores.
Após o contato da vítima, um suposto entregador marcava o encontro em local público em Londrina. No momento da entrega, o comprador recebia uma caixa aparentemente lacrada, realizava o pagamento via PIX e só depois, já sem a presença do golpista, percebia que dentro da embalagem havia apenas uma barra de ferro para simular o peso do produto.
Em outro caso apurado pela PCPR, uma vítima procurou os criminosos apenas para trocar um aparelho novo por outro de cor diferente. Ela entregou o próprio celular, pagou uma diferença em dinheiro e, ao abrir a nova caixa, também encontrou uma barra de ferro no lugar do telefone.
Investigação em fase final
A PCPR identificou os suspeitos após trabalho de campo do setor de investigação da Delegacia de Estelionatos de Londrina. Os policiais analisaram imagens, rastrearam beneficiários dos valores recebidos e utilizaram outras técnicas avançadas de investigação.
Os inquéritos policiais estão em fase final de conclusão e, nos próximos dias, a Delegacia de Estelionatos deve relatar os procedimentos e encaminhá-los ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. As diligências continuam para localizar o segundo investigado e esclarecer se há outros envolvidos no esquema.
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