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Governo do PR propõe repasse direto de até R$ 50 mil a famílias afetadas

Proposta altera a lei do Fecap para agilizar o auxílio às famílias atingidas pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu e região

Da redação com AEN
DA REDAÇÃO COM AEN

08/11/2025 • 18:32 • Atualizado em 08/11/2025 • 18:32

Estado propõe lei com auxílio de R$ 50 mil por família para agilizar ajuda a cidades atingidas por tornado

Estado propõe lei com auxílio de R$ 50 mil por família para agilizar ajuda a cidades atingidas por tornado

Foto: Ari Dias/AEN

O Governo do Paraná encaminhou à Assembleia Legislativa neste sábado (8), em regime de urgência, um projeto de lei que altera a lei do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap).

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A proposta permite o repasse direto de recursos financeiros às famílias que tiveram as casas destruídas pelo tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu na sexta-feira (7).

Antes, a lei previa apenas o repasse fundo a fundo entre o Estado e os municípios.

Com a mudança, será possível liberar até R$ 50 mil por família, com critérios definidos por decreto.

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizará duas sessões extraordinárias neste domingo (9) para votar o projeto.

Medida busca agilizar a reconstrução das moradias

O chefe da Defesa Civil Estadual, coronel Fernando Schunig, afirmou que a proposta visa garantir apoio imediato às famílias atingidas e acelerar a reconstrução das moradias.

“Os prejuízos são muito grandes, os danos são severos, e esse apoio do Estado é essencial neste momento”, destacou Schunig.

O governador Ratinho Junior esteve em Rio Bonito do Iguaçu neste sábado e anunciou que o Estado já decretou calamidade pública no município, onde 90% da área urbana foi afetada.

“Além do que já temos, essa nova lei vai possibilitar auxiliar na recuperação de maneira muito mais célere”, afirmou o governador.

Recursos e obras emergenciais

O governador também autorizou a liberação imediata de recursos para obras emergenciais nas cidades atingidas, como a reconstrução de estradas, pontes, escolas, creches e unidades de saúde.

O trabalho de recuperação envolve uma força-tarefa integrada com órgãos estaduais e municipais, incluindo Defesa Civil, Fundepar, Cohapar, Sanepar, Copel e a Secretaria de Estado da Saúde.

Equipes do CREA-PR e das prefeituras locais já iniciaram o levantamento técnico das residências e prédios destruídos para definir as ações de reconstrução.

Abrigos e acolhimento às famílias

O Estado também avalia a locação de hotéis da região para abrigar famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente pessoas com deficiência e acamadas. De acordo com o coronel Schunig, a medida segue o mesmo modelo adotado durante as enchentes de União da Vitória e São Mateus do Sul em 2023.

“Muitas casas estão completamente destruídas, sem condição de uso. Por isso, estamos garantindo acolhimento digno até que a reconstrução avance”, afirmou o coronel.

A Defesa Civil Estadual coordena, junto às prefeituras de Laranjeiras do Sul e Quedas do Iguaçu, a instalação de abrigos temporários, a remoção de entulhos e a limpeza das áreas afetadas.

Atendimento e linhas de crédito

Mais de 750 pessoas já foram atendidas por equipes de saúde estaduais e municipais. A Cohapar e a Fomento Paraná também ativaram linhas de crédito emergenciais para apoiar empreendedores locais afetados pela tragédia.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) oferecerá condições especiais de financiamento para empresas e produtores rurais da região.

Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap)

Criado para financiar ações de resposta e reconstrução em desastres, o Fecap permite o uso direto de recursos para municípios em situação de emergência ou calamidade pública.

Desde 2023, o Governo do Estado já investiu R$ 61,2 milhões em ações de recuperação e prevenção, atendendo 102 municípios afetados por vendavais, tornados, enxurradas e estiagens.

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