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Greve dos professores em Curitiba; vai ter aula? saiba os detalhes

Assembleia convocada pelo Sismmac reuniu quase 2,5 mil docentes e recusou oferta da Prefeitura com mais de 97% dos votos

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 17:56 • Atualizado em 07/04/2026 • 17:56

Professores das escolas municipais de Curitiba em greve

Professores das escolas municipais de Curitiba em greve

Foto: Arquivo SECOM

Os professores da rede municipal de educação de Curitiba entram em greve a partir desta quarta-feira (8), após a categoria rejeitar em assembleia, proposta da Prefeitura para a carreira e benefícios, segundo o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac).

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De acordo com o sindicato, quase 2,5 mil professoras e professores participaram da reunião, realizada de forma on-line, e mais de 97% votaram contra a oferta apresentada pelo município. O Sismmac descreve o encontro como uma assembleia “que entra definitivamente para a história” pela mobilização da categoria.

Proposta da Prefeitura é considerada insuficiente

O Sismmac afirma que a assembleia ocorreu em tempo recorde. Segundo o sindicato, a Prefeitura enviou a primeira proposta no fim da tarde de domingo (5), feriado de Páscoa, o que, na avaliação da entidade, deixou pouco tempo para o debate com a base.

Depois da reação da categoria, a administração municipal encaminhou uma nova versão, de acordo com o sindicato, ampliando o percentual de vagas para progressão no chamado Crescimento Vertical e incluindo o salto de nível para servidores com mestrado e doutorado. O valor reajustado do vale-alimentação, porém, só passaria a valer em 2027.

Para o sindicato, a oferta não responde ao acúmulo de demandas. A entidade afirma que professoras e professores não têm crescimento na carreira há mais de uma década e que mestres, doutores e pós-doutores recebem menos do que estagiários da própria Prefeitura. Também cita salas superlotadas, falta de profissionais de apoio à educação inclusiva e milhares de docentes sem auxílio-alimentação.

“Nossa categoria foi categórica: a proposta da Prefeitura é insuficiente”, registra o Sismmac, que ainda sustenta que “a valorização do magistério cabe no orçamento” e acusa a gestão Pimentel de “fingir ignorar” a possibilidade de avançar.

Reivindicações e mobilização

Segundo o sindicato, a greve busca pressionar o município por valorização, dignidade, salários considerados justos e melhores condições de trabalho, além de garantir o direito das crianças a uma educação de qualidade.

O Sismmac também aponta a repercussão nas redes sociais como demonstração de insatisfação. A entidade destaca que uma postagem do prefeito Eduardo Pimentel recebeu mais de mil comentários ao fim da assembleia, muitos deles, segundo o sindicato, de professoras e professores em defesa da paralisação.

Início da greve

A paralisação começa nesta quarta-feira (8). A categoria marcou concentração na Praça 19 de Dezembro, em Curitiba, a partir das 8h30. “Quando se une e bate o pé, o magistério faz a cidade tremer”, resume o sindicato em nota.