
Caso no Pico Paraná reforça alerta para preparo em trilhas
Foto: Bombeiros PR
Após cinco dias de angústia no caso envolvendo Roberto Farias Thomaz, que ficou perdido no Pico Paraná, especialistas reforçam o alerta sobre a necessidade de preparo antes de escalar montanhas e realizar trilhas em áreas naturais. O episódio reacendeu o debate sobre segurança, planejamento e comportamento adequado em parques estaduais do Paraná.
As orientações são do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e do Instituto Água e Terra, responsáveis por ações de resgate e preservação ambiental nas Unidades de Conservação do Estado.
Planejamento antes da trilha

Antes de iniciar qualquer passeio em montanhas ou parques estaduais, é fundamental avaliar a rota escolhida. O percurso deve ser compatível com a experiência em trilhas e o preparo físico do visitante. Também é essencial planejar o trajeto de forma que ele seja concluído ainda com luz natural.
Sempre que possível, a recomendação é ir acompanhado, preferencialmente por alguém que conheça o local ou tenha experiência em montanhismo. A checagem das condições meteorológicas é outro ponto indispensável, já que deslocamentos em caso de mau tempo aumentam significativamente os riscos.
Preparação e equipamentos
A preparação adequada pode ser decisiva em situações de emergência. A orientação é levar uma mochila com itens essenciais, incluindo comida suficiente para dois ou três dias, água, lanterna com pilhas extras, bateria reserva para o celular, repelente, protetor solar, kit de primeiros socorros e apito de emergência.
Sempre que possível, o visitante deve fazer o download antecipado do mapa da região no celular, garantindo acesso às informações mesmo sem sinal de internet. O uso de roupas e calçados apropriados, que permitam conforto e mobilidade, é considerado obrigatório, incluindo boné ou chapéu. Mesmo em dias quentes, é recomendado levar uma peça de roupa para frio, para lidar com mudanças bruscas de temperatura.
Durante o passeio
Antes de sair, amigos ou familiares devem ser informados sobre a rota escolhida e o tempo previsto para a finalização da trilha. No local, a orientação é seguir rigorosamente o trajeto planejado e respeitar a sinalização existente.
Barrancos e precipícios devem ser evitados, com atenção redobrada para quem pretende fazer registros fotográficos ou selfies. Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193.
Se a pessoa estiver perdida ou ferida, a recomendação é permanecer parada para facilitar o trabalho das equipes de resgate. Sempre que possível, deve-se buscar ficar próximo a fontes naturais de água, manter a calma e aguardar ajuda.
Comportamento ambiental
Além da segurança pessoal, o respeito ao meio ambiente é considerado parte fundamental da atividade. Não é permitido jogar lixo nas trilhas, sendo recomendado levar um saco plástico para armazenar os resíduos até o retorno.
Em trilhas extensas e regiões montanhosas, o Instituto Água e Terra orienta o uso do chamado “Shit Tube”, um recipiente com cal utilizado para armazenar fezes humanas até o descarte correto na base do parque.
O uso de drones é proibido nas Unidades de Conservação do Estado, pois interfere no habitat e estressa os animais silvestres. Fazer fogueiras também é terminantemente proibido, devido ao risco de incêndios florestais.
Ao avistar animais silvestres, o visitante deve manter distância e não alimentá-los. Caso haja acampamento, ele deve ocorrer apenas em áreas demarcadas pela administração do parque. Caminhar fora das trilhas sinalizadas, levar animais de estimação ou utilizar caixas de som também são práticas proibidas.
Segundo Bombeiros e técnicos do Instituto Água e Terra, seguir essas orientações reduz riscos, preserva o meio ambiente e ajuda a evitar que situações de emergência, como a registrada no Pico Paraná, se repitam no Estado.
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