Band Paraná

Hemepar faz apelo por doações de sangue às vésperas do Carnaval

Hemocentros do Paraná projetam queda nos estoques no feriado prolongado e pedem reforço da população

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

10/02/2026 • 13:57 • Atualizado em 10/02/2026 • 13:57

Com a proximidade do Carnaval, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) faz um apelo para que a população de 16 a 69 anos doe sangue e ajude a reforçar os estoques em todo o Estado, que costumam cair justamente quando aumenta a demanda por atendimentos de urgência.

Compartilhar

Queda nas doações preocupa rede estadual

Segundo o Hemepar, a rede coleta, em média, cerca de 800 bolsas de sangue por dia em todo o Paraná, sendo aproximadamente 200 apenas na unidade de Curitiba. Nesta época de férias e feriados prolongados, porém, a quantidade na capital costuma cair para cerca de 160 bolsas diárias.

Para a diretora do Hemepar, Vivian Patrícia Raksa, a redução acende um alerta porque coincide com o aumento de acidentes nas estradas e de outras emergências. "Nessa época do ano observamos uma redução importante no número de doadores, enquanto a demanda aumenta", avalia a gestora.

Negativos são os mais necessários, mas todos podem ajudar

Atualmente, os estoques do Hemepar estão em nível considerado estável, mas já precisam de reforço diante da queda esperada nas próximas semanas. A maior necessidade é de bolsas dos tipos sanguíneos negativos, especialmente O negativo e B negativo, embora todas as tipagens sejam bem-vindas.

Vivian lembra que pessoas entre 16 e 69 anos podem doar, desde que estejam em boas condições de saúde e atendam aos critérios estabelecidos pelos serviços de hemoterapia. Ela orienta que quem tem interesse procure a unidade mais próxima para receber as informações e fazer o cadastro como doador.

Poucos minutos que podem salvar até quatro vidas

A estudante Taylana Vieira Miranda Santos decidiu voltar ao hemocentro assim que completou o intervalo mínimo entre as doações. Esta é a segunda vez que ela doa e, para incentivar outras pessoas, destaca a rapidez do procedimento.

Segundo Taylana, a coleta leva cerca de 12 minutos e "pode ajudar muito alguém" que dependa de sangue para sobreviver. Cada bolsa de sangue pode atender até quatro pessoas em situações como cirurgias, tratamentos de doenças crônicas e atendimento a vítimas de acidentes.

Quem também transformou a experiência em compromisso é a doadora Gilmara de Fátima Nunes, que já precisou de transfusão. Ela conta que perdeu um irmão, mas que ela e outros familiares receberam sangue em um momento crítico e, desde então, passou a ver a doação como um gesto de responsabilidade com o próximo: "é muito mais do que só uma doação".