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Homem é preso por devastar 106 hectares de mata em Rio Azul

Polícia aponta destruição de área da Mata Atlântica e falsificação de documentos em crime ambiental no Centro-Sul do Estado.

Da redação
DA REDAÇÃO

07/11/2025 • 16:43 • Atualizado em 07/11/2025 • 16:43

Homem é preso por devastar 106 hectares de mata no Centro-Sul do Paraná

Homem é preso por devastar 106 hectares de mata no Centro-Sul do Paraná

Foto: PCPR

Um homem de 31 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira (6) em Rebouças, no Centro-Sul do Estado, suspeito de crimes ambientais, falsificação de documento particular e fraude processual. A ação foi realizada de forma conjunta pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Militar do Paraná e Polícia Científica do Paraná.

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Área destruída pertencia ao bioma Mata Atlântica

Segundo as investigações, o suspeito teria promovido a destruição de 106 hectares da Floresta Ombrófila Mista, pertencente ao bioma Mata Atlântica, em estágio médio e avançado de regeneração. A área afetada, localizada no município de Rio Azul, incluía nascentes e margens de córregos considerados de preservação permanente.

A perícia da Polícia Científica confirmou os danos e identificou o uso de fogo, corte de árvores e produtos químicos. O laudo técnico concluiu que a degradação foi intencional e prolongada, caracterizando crime ambiental grave.

Falsificação e fraude processual

Durante a apuração, o delegado Thiago França Nunes informou que o investigado apresentou um contrato de arrendamento rural com indícios de falsificação, tentando atribuir a responsabilidade pela destruição a um trabalhador da propriedade. O ato levou à inclusão dos crimes de falsificação de documento particular e fraude processual no inquérito.

Além disso, a polícia encontrou indícios de trabalho análogo à escravidão envolvendo um funcionário. O caso foi encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Cooperação entre instituições

De acordo com a PCPR, a prisão é resultado da cooperação entre as forças de segurança do Estado e reflete o reforço das ações de combate aos crimes ambientais. A operação contou com apoio da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná).