Band Paraná

Homem é preso por ocultar câmera em banheiro e filmar enteada no PR

Polícia apura gravação e possível envio de imagens da enteada de 15 anos e da filha de 7, filmadas no banho em Nova Cantu (PR)

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

23/02/2026 • 09:10 • Atualizado em 23/02/2026 • 09:10

Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na sexta-feira, 20 de fevereiro, em Nova Cantu, no centro-oeste do Paraná, após a Polícia Civil encontrar uma microcâmera instalada no teto do banheiro de sua casa, usada para filmar a enteada de 15 anos e a filha de 7 durante o banho.

Compartilhar

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a prisão ocorreu após uma denúncia anônima encaminhada ao Conselho Tutelar, que repassou as informações à autoridade policial. A equipe foi até a residência da família para verificar o caso.

Na vistoria, os investigadores localizaram o dispositivo no forro do banheiro, com fios escondidos e ligação à energia elétrica e à internet. A câmera estava direcionada para o chuveiro, registrando as imagens das adolescentes enquanto tomavam banho.

As gravações eram armazenadas no celular do suspeito, apreendido durante a ação. O aparelho continha diversos arquivos de vídeo produzidos no local.

Vídeos das duas meninas e suspeita de envio a terceiros

Segundo a investigação, o conteúdo encontrado no telefone mostra a enteada de 15 anos tomando banho, registrada sem o conhecimento dela. Também foram identificados vídeos semelhantes da filha biológica do homem, de 7 anos.

As primeiras análises indicam que parte dessas gravações pode ter sido enviada a outras pessoas pela internet. Por isso, os policiais apuram possíveis crimes de produção, armazenamento e divulgação de material de exploração sexual infantil.

Esses delitos estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na legislação penal que trata de crimes sexuais contra menores de idade.

Mãe diz não saber de câmera; polícia pede prisão preventiva

Em depoimento, o homem confessou que comprou a microcâmera pela internet e a instalou no banheiro sem que a família soubesse. A suspeita é de que o equipamento estivesse em funcionamento havia pelo menos uma semana.

A mãe das duas meninas afirmou aos policiais que desconhecia totalmente a existência da câmera e relatou estar abalada com o caso. O Conselho Tutelar acompanha a família, e as vítimas recebem atendimento da rede de proteção.

Para preservar a identidade das crianças e adolescentes, a polícia não divulga o nome do investigado. O material apreendido passa por perícia para identificar a origem e o destino das imagens.

A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, que ainda será analisada pelo Poder Judiciário. As investigações continuam para esclarecer a abrangência dos crimes e confirmar se outras pessoas tiveram acesso aos vídeos.

Tópicos relacionados