Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na sexta-feira, 20 de fevereiro, em Nova Cantu, no centro-oeste do Paraná, após a Polícia Civil encontrar uma microcâmera instalada no teto do banheiro de sua casa, usada para filmar a enteada de 15 anos e a filha de 7 durante o banho.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a prisão ocorreu após uma denúncia anônima encaminhada ao Conselho Tutelar, que repassou as informações à autoridade policial. A equipe foi até a residência da família para verificar o caso.
Na vistoria, os investigadores localizaram o dispositivo no forro do banheiro, com fios escondidos e ligação à energia elétrica e à internet. A câmera estava direcionada para o chuveiro, registrando as imagens das adolescentes enquanto tomavam banho.
As gravações eram armazenadas no celular do suspeito, apreendido durante a ação. O aparelho continha diversos arquivos de vídeo produzidos no local.
Vídeos das duas meninas e suspeita de envio a terceiros
Segundo a investigação, o conteúdo encontrado no telefone mostra a enteada de 15 anos tomando banho, registrada sem o conhecimento dela. Também foram identificados vídeos semelhantes da filha biológica do homem, de 7 anos.
As primeiras análises indicam que parte dessas gravações pode ter sido enviada a outras pessoas pela internet. Por isso, os policiais apuram possíveis crimes de produção, armazenamento e divulgação de material de exploração sexual infantil.
Esses delitos estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na legislação penal que trata de crimes sexuais contra menores de idade.
Mãe diz não saber de câmera; polícia pede prisão preventiva
Em depoimento, o homem confessou que comprou a microcâmera pela internet e a instalou no banheiro sem que a família soubesse. A suspeita é de que o equipamento estivesse em funcionamento havia pelo menos uma semana.
A mãe das duas meninas afirmou aos policiais que desconhecia totalmente a existência da câmera e relatou estar abalada com o caso. O Conselho Tutelar acompanha a família, e as vítimas recebem atendimento da rede de proteção.
Para preservar a identidade das crianças e adolescentes, a polícia não divulga o nome do investigado. O material apreendido passa por perícia para identificar a origem e o destino das imagens.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, que ainda será analisada pelo Poder Judiciário. As investigações continuam para esclarecer a abrangência dos crimes e confirmar se outras pessoas tiveram acesso aos vídeos.
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