
Homem foi preso em Ponta Grossa por perseguir mulher
Foto: PCPR
A Delegacia da Mulher de Ponta Grossa, no Paraná, prendeu preventivamente um homem de 39 anos suspeito de perseguir de forma reiterada uma mulher de 31 anos, após o descumprimento de uma medida judicial de afastamento solicitada pela vítima.
Reiteradas perseguições no local de trabalho
De acordo com a Polícia Civil, a mulher procurou a Delegacia da Mulher para denunciar o crime de perseguição, conhecido como stalking. Ela relatou que o suspeito passou a frequentar com frequência o local em que trabalha e permanecia ali observando-a fixamente, sem qualquer justificativa.
Em uma das ocasiões, ainda segundo o relato da vítima, o homem teria feito gestos obscenos em frente ao estabelecimento, tocando as próprias partes íntimas. As condutas se repetiram ao longo do tempo e outros funcionários da empresa também presenciaram as cenas.
Medida de afastamento foi ignorada
A Justiça concedeu uma medida de afastamento, que impôs restrições ao investigado em relação à vítima e ao ambiente de trabalho dela. Mesmo assim, o homem voltou ao local onde a mulher trabalha para questionar a denúncia e a própria medida restritiva.
Segundo a investigação, ele exigiu que a vítima retirasse o pedido judicial e afirmou que ela 'não deveria ter feito isso', em referência à decisão de denunciá-lo às autoridades. A atitude configurou, para a polícia, descumprimento das determinações impostas pela Justiça.
Prisão preventiva e continuidade das investigações
Diante do histórico de perseguição e do descumprimento da ordem judicial, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido foi acolhido pelo Judiciário e a equipe da Delegacia da Mulher cumpriu o mandado, conduzindo o investigado até a Cadeia Pública de Ponta Grossa, onde ele permanece à disposição da Justiça.
O crime de perseguição, ou stalking, é previsto no Código Penal e pode ser caracterizado por ações reiteradas que ameaçam a integridade física ou psicológica da vítima, restringem sua capacidade de locomoção ou invadem sua privacidade. A orientação das autoridades é que pessoas alvo desse tipo de conduta registrem boletim de ocorrência e busquem medidas protetivas sempre que se sentirem em situação de risco.
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