Jovem é morto ao tentar defender mulher de ataque do ex em Itaperuçu, RMC
Suspeito tentou esfaquear a ex-companheira, descumpriu medida protetiva e foi preso poucas horas depois

A Polícia Civil do Paraná prendeu em flagrante, na manhã deste domingo (14), em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, um homem suspeito de homicídio qualificado, tentativa de feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência.
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Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Rio Branco do Sul, o suspeito foi até a casa da ex-companheira, que tinha medidas protetivas em vigor, e iniciou uma discussão motivada pelo inconformismo com o fim do relacionamento.
No local, ele teria passado a ameaçar a mulher e tentado atacá-la com uma faca. As medidas protetivas, segundo a corporação, proibiam a aproximação do homem da vítima.
Um jovem de 25 anos tentou intervir para impedir a agressão e foi atingido por golpes de arma branca na região do tórax e do rosto. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, de acordo com a polícia.
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A ex-companheira do suspeito também foi alvo da ação, mas conseguiu escapar da tentativa de ataque e sobreviveu.
Buscas e prisão em flagrante
Logo após tomar conhecimento do caso, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências contínuas para localizar o suspeito. Ele foi encontrado poucas horas depois do crime e preso em flagrante.
Na delegacia, os policiais ouviram testemunhas e colheram o depoimento da vítima da tentativa de feminicídio. Ainda conforme a corporação, o investigado confessou a prática dos fatos durante os procedimentos.
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Histórico de violência e medidas protetivas
A Polícia Civil ressaltou que o homem já havia sido indiciado neste ano em outro inquérito que apura homicídio qualificado em Itaperuçu. Nesse caso anterior, a vítima também morreu após sofrer vários golpes de arma branca.
O descumprimento da medida protetiva de urgência, que tem o objetivo de resguardar a integridade da mulher em situação de risco, é apontado pelos investigadores como fator que agrava o quadro de violência.
Próximos passos da investigação
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante e representou à Justiça pela conversão da custódia em prisão preventiva. Segundo a corporação, o pedido se baseia na gravidade dos crimes, no desrespeito a ordem judicial anterior e na necessidade de garantir a ordem pública.
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As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes sobre a dinâmica do crime, a motivação e possíveis outros envolvidos. Laudos periciais e novos depoimentos devem complementar o inquérito.
