
Trio foi preso na Barra da Lagoa, em Florianópolis em 2017
Foto: Arquivo
Um dos homens mortos no ataque a tiros ocorrido no sábado (7), em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, havia sido condenado pela Justiça pelo assassinato de um advogado criminalista em 2017.
Nixon dos Santos Benites, de 36 anos, morreu após ser atingido por diversos disparos em frente a um mercado na Rua José Milek Filho, no bairro Campina do Arruda. No ataque também morreu seu filho, Ryan da Rocha Alfredo Benites, de 17 anos.
Condenação por morte de advogado
Nixon Benites foi um dos envolvidos no assassinato do advogado criminalista Leonardo Ivankio Sudul, de 28 anos, em Curitiba.
O crime ocorreu em 6 de novembro de 2017. Segundo as investigações da Polícia Civil, o advogado foi atraído para um encontro no bairro Parolin por três homens que eram seus próprios clientes.
No local, o advogado foi baleado e colocado dentro do próprio carro. Em seguida, os criminosos levaram o veículo até o bairro Uberaba, onde o corpo foi queimado dentro do automóvel.
Suspeitos foram presos em Florianópolis
Dias após o crime, Nixon Benites e outros dois suspeitos foram localizados e presos na Barra da Lagoa, em Florianópolis, após denúncias anônimas.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta de policiais do Paraná e de Santa Catarina. Os três foram levados para Curitiba, onde passaram a responder pelo homicídio.
Posteriormente, Nixon foi condenado pelo Tribunal do Júri a mais de 24 anos de prisão pelos crimes relacionados ao assassinato do advogado.
Ataque em Almirante Tamandaré
Nixon Benites foi morto neste sábado durante um ataque a tiros que deixou três pessoas baleadas em frente a um mercado.
De acordo com testemunhas, atiradores chegaram em dois veículos e efetuaram mais de 100 disparos contra um Ford Ka onde estavam quatro pessoas.
Ryan Benites e Nixon morreram no local. Uma mulher ficou gravemente ferida e foi socorrida de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros. Uma quarta ocupante do carro, uma mulher grávida, não foi atingida.
Polícia investiga execução
Equipes da Polícia Militar, do Siate e da perícia da Polícia Civil estiveram no local e iniciaram as investigações.
A principal linha investigativa aponta para uma possível execução ligada a uma disputa entre facções criminosas, mas outras hipóteses não estão descartadas.
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