Band Paraná

IAT estende proibição de pesca na Represa do Capivari

Bloqueio vale até 12 de julho em raio de 2 km após acidente com caminhão de tintas

Por Redação
REDAÇÃO

05/06/2026 • 17:02 • Atualizado em 05/06/2026 • 17:03

O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou até 12 de julho a proibição de pesca, consumo de pescado e uso recreativo da água na Represa do Capivari, na Região Metropolitana de Curitiba, por risco de contaminação após um acidente com caminhão que derramou produtos químicos no reservatório em abril.

Compartilhar

O que está proibido

De acordo com o órgão ambiental, a restrição vale para um raio de 2 quilômetros a partir do ponto onde ocorreu o acidente. A medida impede a pesca e o consumo de peixes capturados nesse trecho da represa, além do uso da água para banho, natação e outras atividades de lazer.

O IAT também proíbe o uso da água da represa para hidratação de animais. A determinação tem caráter preventivo e busca evitar que a população e a fauna entrem em contato com possíveis contaminantes ainda presentes no ambiente aquático.

Acidente com caminhão na BR-116

O acidente que motivou a medida aconteceu em abril, na BR-116. Um caminhão saiu da pista e caiu dentro da Represa do Capivari. O motorista e uma criança que estavam no veículo morreram.

Segundo o instituto, o caminhão transportava tintas, vernizes e solventes, e parte da carga se espalhou na água após a queda. A presença desses produtos químicos acendeu o alerta para possíveis impactos na qualidade da água e na vida aquática.

Risco de contaminação e fiscalização

Na avaliação do IAT, há risco de contaminação em razão da possível presença de hidrocarbonetos, metais pesados e outras substâncias tanto na água quanto nos organismos aquáticos da região afetada.

O caso segue em monitoramento pelo Instituto Água e Terra, que realiza análises laboratoriais para avaliar a qualidade da água e os efeitos sobre o ecossistema da represa. A autarquia informa que pode voltar a prorrogar a proibição, caso os resultados indiquem necessidade.

O objetivo da restrição, conforme o órgão, é garantir a integridade dos ecossistemas aquáticos e a segurança da população até a conclusão dos estudos. Em caso de descumprimento da medida, o instituto alerta que podem ser aplicadas penalidades administrativas e criminais.