O Instituto de Educação do Paraná, em Curitiba, completa neste mês 150 anos de existência e reforça a tradição de formar gerações de alunos e professores, que hoje veem filhos e netos seguirem o mesmo caminho nas salas de aula da instituição.
Livro de contos nasce de noite no colégio
Entre as muitas histórias construídas ao longo desse período está a de Luísa Sprenger. Ex-aluna do instituto e hoje designer, ela participou de um dos momentos considerados mais marcantes da escola: uma noite inteira dentro do colégio, em um projeto que investigou lendas de suspense e terror associadas ao prédio histórico.
A experiência resultou na produção de um livro de contos ambientados no Instituto de Educação. Entre as narrativas, estão a de um piano que tocaria sozinho e a de passos misteriosos ouvidos no salão nobre. O material ganhou duas edições e, até hoje, é o título mais procurado da biblioteca da escola.
Na biblioteca, a obra se tornou parte do cotidiano dos estudantes, que buscam o livro tanto pela curiosidade com as lendas quanto pelo vínculo afetivo com o espaço onde estudam. As histórias ajudam a aproximar as novas turmas da memória do prédio e de quem passou por ali.
Gerações formadas nas mesmas salas
A vida de Ivonete também se confunde com a trajetória do Instituto de Educação do Paraná. Ela se formou na escola e, na sequência, ingressou como professora na própria instituição, construindo ali a carreira na educação.
A ligação de Ivonete com o colégio se fortaleceu quando a filha escolheu a mesma escola para cursar a formação. As duas gerações compartilham lembranças de provas, eventos e rotinas vividas nos mesmos corredores, em épocas diferentes.
Com 150 anos de história, o Instituto de Educação do Paraná se consolidou como referência no estado. Criado inicialmente como uma escola voltada à formação de mulheres professoras, o colégio ampliou a atuação e hoje oferece ensino fundamental, médio e cursos.
Tradição que se renova na formação de professores
Entre os atuais estudantes está Victoria, que se prepara para concluir o último ano e se tornar mais uma professora formada pelo instituto. Ela acompanha o peso simbólico de estudar em uma escola que formou educadores por diferentes gerações.
À medida que a formatura se aproxima, Victoria convive com a expectativa de encerrar o ciclo como aluna e iniciar a trajetória profissional em sala de aula. A história dela se soma à de ex-alunos, docentes e famílias inteiras que construíram, ao longo de um século e meio, a identidade do Instituto de Educação do Paraná.
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