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Ipem reprova 28 bombas de combustíveis no Litoral do Paraná

Fiscalização em 16 postos não encontrou bomba baixa, mas registrou autos de infração e apreensão de produtos irregulares.

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

19/02/2026 • 14:11 • Atualizado em 19/02/2026 • 14:11

Entre 3 e 13 de fevereiro, o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) reprovou 28 bombas de combustíveis em postos de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba, durante uma operação de fiscalização no Litoral do Estado.

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Fiscalização em três cidades do Litoral

Os fiscais vistoriaram 16 postos de combustíveis e analisaram 178 bombas medidoras. Desse total, 28 bicos foram reprovados por apresentarem uma ou mais irregularidades, o que resultou na lavratura de quatro autos de infração.

De acordo com o Ipem-PR, apesar das falhas encontradas, a equipe não constatou a prática conhecida como "bomba baixa", quando o consumidor recebe menos combustível do que o indicado no visor. Segundo o instituto, as irregularidades identificadas foram de menor gravidade e não representaram prejuízo econômico direto ao consumidor.

Irregularidades em balanças e outros produtos

A força-tarefa também avaliou 116 balanças utilizadas no comércio da região. Sete equipamentos foram reprovados por falta de inscrições obrigatórias e/ou por erros de medição acima do máximo admissível.

Os fiscais ainda verificaram mais de 4,6 mil produtos à venda em estabelecimentos comerciais, com 835 unidades apreendidas por irregularidades. Entre os itens reprovados estavam brinquedos, copos plásticos, fios e extensões elétricas, cordões prolongadores, pilhas, panelas e sensores de presença.

Segundo o Ipem-PR, as principais falhas estavam ligadas à ausência de certificação obrigatória ou ao uso indevido do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), indicando que os produtos não passaram pelos testes exigidos para garantir a segurança do consumidor.

Como são feitos os testes nas bombas

O trabalho de fiscalização segue critérios técnicos definidos nacionalmente. Primeiro, os agentes verificam se os dígitos das bombas estão íntegros e legíveis e se os pontos de selagem não foram violados. Em seguida, realizam o teste volumétrico com um recipiente padrão de 20 litros.

Conforme as normas do Inmetro, a margem de erro permitida para esse volume é de até 100 mililitros a menos, em desfavor do consumidor, ou até 100 mililitros a mais, em seu favor. Se o erro ultrapassa esse limite, o equipamento é considerado irregular.

Entre os problemas mais recorrentes observados nas fiscalizações estão vazamentos, erros de medição acima do permitido, alterações indevidas na estrutura das bombas, falhas no dispositivo de predeterminação de valores e dígitos danificados, que dificultam a leitura pelo consumidor.

Fiscalizações de rotina e canais de denúncia

O encarregado técnico do Ipem-PR, Juarez Ghelfi Júnior, afirma que as ações fazem parte da rotina do órgão e são reforçadas em períodos de maior movimento no Litoral. "As ações são realizadas periodicamente e seguem ao longo de todo o ano, inclusive a partir de denúncias formalizadas na Ouvidoria. Quando são encontradas irregularidades que não causam prejuízo ao consumidor, o responsável tem prazo de até dez dias para fazer a correção", explica.

O Ipem-PR orienta que o consumidor pode solicitar a verificação da bomba no momento do abastecimento, caso desconfie de inconsistências na medição. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do instituto pelo e-mail [email protected], pelo site oficial ou pelo telefone 0800 645 0102, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.