
IPTU 2026 de Curitiba terá reajuste apenas pela inflação para 80% dos imóveis
Foto: Pedro Ribas/SECOM
Mais de 80% dos imóveis de Curitiba terão o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026 reajustado apenas pela inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre dezembro de 2024 e novembro de 2025.
O tributo incidirá sobre 990 mil unidades tributárias, com vencimento em 20 de março e possibilidade de parcelamento em até dez vezes.
A medida está no projeto de lei enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal de Curitiba, que estabelece a nova Planta Genérica de Valores (PGV), base para o cálculo do imposto.
Sem aumento de carga tributária
De acordo com o diretor de Rendas Imobiliárias da Secretaria de Finanças, Sergio Luiz Primo, a maior parte dos imóveis já teve os valores atualizados entre 2022 e 2025, com a lei que instituiu a PGV anterior. Por isso, não haverá nova revisão.
Apenas imóveis novos, que ainda não concluíram o processo de atualização, passarão por reavaliação. O projeto mantém os limites de reajuste, evitando aumentos bruscos. Entre 2026 e 2029, o aumento máximo será de 18% mais a variação do IPCA.
Regras mantidas e adequação à reforma tributária
O texto não altera alíquotas nem regras de isenção, assegurando que não haverá aumento da carga tributária.
A proposta também antecipa ajustes à Reforma Tributária, permitindo que futuras atualizações da PGV possam ser feitas por decreto, com base em regras já aprovadas em lei municipal.
O IPTU é a segunda principal fonte de arrecadação de Curitiba, atrás apenas do ISS, e os recursos arrecadados são destinados a obras, investimentos e serviços públicos como saúde, educação e segurança.
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