Resumo
Desaparecimento de João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, ocorreu na manhã de domingo (26) em uma propriedade rural de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, após o menino, que tinha transtorno do espectro autista e não se comunicava verbalmente, sair para usar um banheiro externo e não retornar, mobilizando o Corpo de Bombeiros a partir do meio-dia.
Força-tarefa com cerca de 150 pessoas, incluindo bombeiros, policiais, voluntários e uso de drones, cães, mergulhadores e equipamentos especiais, realizou buscas intensas em áreas de mata, plantações e tanques, sendo o caso incluído no Alerta Amber para divulgação nas redes sociais e aumentando a expectativa de encontrá-lo com vida.
Localização do corpo ocorreu nesta terça-feira (28) em um biodigestor próximo à casa da família, após operação técnica para retirada da água contaminada, com a Polícia Civil descartando inicialmente indícios de crime e tratando a família como vítima, enquanto novas informações devem ser divulgadas após a perícia.
João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, foi encontrado sem vida na tarde desta terça-feira (28), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele estava desaparecido deste o último domingo.
A informação foi confirmada pela equipe da Band Paraná que acompanha a operação no local. O corpo foi encontrado próximo a casa da família, que abriga um biodigestor, um equipamento fechado que transforma restos orgânicos, como esterco, resíduos de alimentos e esgoto, por meio da ação de microrganismos sem presença de oxigênio.
O biodigestor onde João Gabriel foi localizado ficava próximo à residência da família e já havia sido identificado no planejamento das buscas. Segundo o major Eduardo Hunzicker, a entrada das equipes no local dependia da retirada da água, contaminada por dejetos de animais, o que exigiu uma operação técnica antes da vistoria.
“Era um local que a gente já tinha plotado no nosso georreferenciamento. Era uma lona que tinha sido perfurada e, embaixo dela, havia fezes de animais. A água estava completamente contaminada, impossibilitando o mergulho”, explicou o major.

Local onde o corpo da criança foi encontrado: Foto Vanderlei Emerenciano BAND
Menino estava desaparecido desde domingo
João Gabriel desapareceu na manhã de domingo (26), em uma propriedade rural onde estava com familiares.
A criança tinha transtorno do espectro autista, nível 2 de suporte, e não possuía comunicação verbal funcional.
Segundo o relato da família, o menino saiu para utilizar um banheiro localizado na área externa da propriedade e não retornou. A ausência foi percebida ainda durante a manhã.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná foi acionado às 12h10 e iniciou uma operação integrada de busca na região.
Buscas mobilizaram cerca de 150 pessoas
Na segunda-feira (27), cerca de 150 pessoas participaram da força-tarefa, entre bombeiros militares, voluntários e integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal.
A operação contou com drones equipados com câmera termal, mergulhadores, cães de busca, aeronaves, viaturas e equipamentos de sonar.
As equipes realizaram varreduras em áreas de mata, plantações, tanques e açudes. A região rural, com vegetação densa e trechos de mata fechada, aumentou a complexidade dos trabalhos.
Caso entrou no Alerta Amber
O desaparecimento de João Gabriel também passou a integrar o Alerta Amber Brasil.
A ferramenta divulga informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos para usuários do Facebook e do Instagram próximos ao local onde a pessoa foi vista pela última vez.
Na manhã desta terça-feira, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira, havia afirmado que as forças de segurança mantinham a expectativa de encontrar o menino com vida.
Polícia investigava circunstâncias do desaparecimento
Antes da localização da criança, a Polícia Civil informou que não havia identificado indícios de crime no caso.
O delegado Gabriel Fontana, responsável pela investigação, afirmou que a família era tratada como vítima e que vizinhos e moradores da região seriam ouvidos.
As autoridades devem divulgar novas informações sobre a localização e as circunstâncias da morte após a conclusão dos primeiros procedimentos no local.
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