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Justiça decide se réus pela morte da Miss Raíssa vão a júri popular

Ministério Público denunciou Marcelo Alves e o filho Dhony de Assis por feminicídio e ocultação de cadáver

Da redação com João Marcelo | TV BAND PR
DA REDAÇÃO COM JOÃO MARCELO | TV BAND PR

31/10/2025 • 16:33 • Atualizado em 31/10/2025 • 16:33

Miss é assassinada pelo amigo de infância no Paraná

Miss é assassinada pelo amigo de infância no Paraná

Reprodução/Brasil Urgente

A Justiça iniciou nesta sexta-feira, 31, a audiência de instrução e julgamento de Marcelo Alves dos Santos e do filho dele, Dhony de Assis, acusados de envolvimento na morte de Raíssa Suellen Ferreira da Silva, de 23 anos, em junho deste ano. A jovem, conhecida como Miss Teen Serra Branca, era natural da Bahia e morava em Curitiba havia três anos.

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Segundo as investigações, Raíssa foi atraída por uma falsa promessa de emprego em São Paulo feita por Marcelo, que confessou o crime. Ele afirmou que agiu por paixão não correspondida. O corpo da jovem foi encontrado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, enterrado em uma cova rasa com ajuda do filho.

Marcelo segue preso e Dhony responde em liberdade.

Ministério Público e defesa se manifestam

Durante a audiência, o Ministério Público do Paraná, os advogados de defesa e acusação e o juiz do caso ouviram os réus e testemunhas, incluindo familiares de Raíssa e dos acusados.

Após a instrução, as partes terão prazo legal para apresentar as alegações finais, e a expectativa é que a decisão sobre o júri popular saia em até 20 dias.

O MP denunciou Marcelo Alves dos Santos pelos crimes de feminicídio, fraude processual qualificada e ocultação de cadáver. Já Dhony de Assis responde por fraude processual qualificada e ocultação de cadáver.

Divergência entre defesa e acusação

O advogado de defesa Flávio Gruba Júnior afirma que o caso deve ser julgado por homicídio qualificado, e não como feminicídio.

“Esperamos que o processo vá a julgamento perante o Tribunal do Júri, mas não por feminicídio. Acreditamos que não há relação de violência doméstica, familiar ou hierárquica que configure esse tipo penal”, disse.

Já o advogado de acusação Leonardo Mestre defende que a condição de mulher de Raíssa foi determinante para o crime.

“A defesa tenta descaracterizar o feminicídio, mas a condição de mulher da vítima foi fundamental e influenciou diretamente na motivação e na execução do crime”, afirmou.

Próximos passos

A sentença que definirá se pai e filho irão a júri popular deve ser publicada nas próximas semanas. O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público do Paraná.