Resumo
O lançamento das pré-candidaturas de Sergio Moro, Filipe Barros e Deltan Dallagnol em Curitiba reuniu ataques ao presidente Lula, críticas ao PT e elogios a Donald Trump pela decisão de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Atribuição da iniciativa dos Estados Unidos foi feita ao senador Flávio Bolsonaro, que afirmou ter solicitado pessoalmente a Trump e destacou seu papel no combate ao crime organizado no Brasil, enquanto rebateu críticas de Lula e do PT.
Declarações de Moro, Barros e Dallagnol reforçaram oposição ao governo Lula, defenderam medidas duras contra o crime, criticaram o STF e consolidaram o grupo como principal voz conservadora na pauta de segurança pública.
O lançamento das pré-candidaturas do senador Sergio Moro, do deputado federal Filipe Barros (ambos do PL) e do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (NOVO), nesta sexta-feira, 29, em Curitiba, foi marcado por ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, críticas ao PT e elogios ao presidente norte-americano Donald Trump pela decisão de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Eles atribuíram a mudança anunciada pelos Estados Unidos ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, que esteve com Trump e com o secretário de Estado Marco Rúbio dois dias antes do comunicado oficial.
Lula critica decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho
Mais cedo, durante agenda oficial em Sergipe, Lula comentou a decisão do governo norte-americano e disse estar contrariado com a forma como o tema foi tratado por Washington.
Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rúbio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção. Por que estou triste? Primeiro porque esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia deste país, eles são terroristas. Incomodam famílias, bairros, cidades. Roubam tudo. São terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro. Não são os terroristas que o Trump quer. O Trump quer o Osama Bin Laden.
As declarações do presidente repercutiram diretamente no ato político, onde os aliados de Flávio Bolsonaro rebateram o discurso e associaram o endurecimento dos Estados Unidos contra o crime organizado à atuação do senador brasileiro.
Flávio Bolsonaro exalta Trump e fala em narcoterroristas
Na cerimônia, Flávio Bolsonaro afirmou que o pedido para que os Estados Unidos classificassem PCC e Comando Vermelho como terroristas partiu dele.
Fiz em dois dias o que o Lula e o PT não fizeram em vinte anos.
Ele também relacionou a decisão de Trump ao combate ao crime organizado no Brasil.
É com esse sentimento de saber da dificuldade que é enfrentar esses narcoterroristas, mas com coragem, como também fez o Moro aqui lá atrás com a Lava Jato, enfrentar esse sistema que joga pesado e que joga sujo, mas pensando em devolver a paz e a tranquilidade para o povo brasileiro.
Usando colete à prova de balas, Flávio disse ao público que, pela manhã, pediu conselhos ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele classificou a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 como falsa. Questionado por jornalistas sobre o relacionamento com o banqueiro Daniel Vorcaro e a ligação com o Banco Master, o pré-candidato não respondeu.
Moro, Filipe Barros e Deltan miram Lula, PT e STF
As falas dos demais políticos seguiram a mesma linha e foram direcionadas ao eleitorado conservador, com foco em segurança pública, Lava Jato e críticas ao governo petista. Sergio Moro acusou Lula de ter defendido criminosos ao comentar a decisão dos Estados Unidos.
E hoje o Lula fez o impensável. Ele defendeu terroristas, ele defendeu criminosos, ele defendeu o Comando Vermelho e o PCC.
O deputado federal Filipe Barros, que deve disputar uma vaga no Senado, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso injustamente. Já Deltan Dallagnol declarou que, se eleito, vai lutar pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela diminuição da maioridade penal.
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) também participou do evento, que consolidou a tentativa do grupo de se apresentar como principal oposição ao governo Lula na pauta da segurança pública e do combate ao crime organizado.
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