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Laudo revela que cobradores foram torturados antes de serem mortos em Icaraíma

Exames do IML apontam espancamento e politraumatismo; polícia mantém silêncio para não atrapalhar investigação

Da redação com Nádia Lopes | Band Maringá
DA REDAÇÃO COM NÁDIA LOPES | BAND MARINGÁ

24/09/2025 • 13:59 • Atualizado em 24/09/2025 • 13:59

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama mudou o rumo da investigação sobre a morte dos quatro amigos em Icaraíma, noroeste do Paraná. Os exames indicam que Diego, Rafael, Robishlei e Alencar foram brutalmente torturados antes de serem executados. As vítimas apresentavam traumatismo craniano e politraumatismos, o que indica espancamento, e não apenas morte por tiros, como se acreditava inicialmente.

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Últimos momentos das vítimas

Os quatro homens foram vistos pela última vez no início do mês passado, quando foram ao distrito de Vila Rica do Ivaí cobrar uma dívida de R$ 255 mil referente à negociação de uma propriedade rural. A camionete onde estavam foi encontrada com marcas de tiros e vestígios de sangue.

Um detalhe chamou atenção dos peritos: a identidade de Rafael foi encontrada escondida na meia, dentro do sapato. A hipótese é de que ele tenha agido para facilitar a identificação dos corpos, em um ato de desespero.

Polícia mantém cautela

A Polícia Civil do Paraná teve acesso ao laudo, mas prefere não divulgar detalhes para não comprometer as investigações. A suspeita é de que mais pessoas estejam envolvidas no crime.

Suspeitos seguem foragidos

Antônio e Paulo Henrique Buscariollo, pai e filho, são apontados como os autores das mortes e seguem foragidos. A Justiça expediu mandados de prisão contra os dois. Outros membros da família também desapareceram e a polícia investiga se eles fugiram para outros estados ou até países vizinhos.

Defesa fala em medo de represálias

A defesa da família Buscariollo afirma que eles deixaram a cidade por medo, mas a polícia mantém alerta para possíveis movimentações no Brasil e no exterior.

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