Fãs de música e colecionadores de várias idades aproveitaram o fim de semana para visitar a maior feira de discos do Paraná, realizada em Curitiba, que reuniu 30 expositores de diferentes regiões do país e mais de 30 mil LPs à venda.
Memória afetiva e som analógico
O público circulou pelos estandes em busca de clássicos, raridades e novas descobertas, sempre embalado pelo som dos toca-discos. Segundo o organizador da feira, Ronald Gel, o evento movimenta a memória afetiva de quem cresceu ouvindo música em vitrola e também desperta curiosidade em quem só conhecia o vinil de ouvir falar.
Para muitos frequentadores, o atrativo está no som característico da agulha correndo pelos sulcos dos chamados “bolachões” e na experiência de garimpar títulos diferentes. Entre eles estava a enfermeira Fernanda Cassanho, fã de heavy metal, que aproveitou a feira para procurar discos de bandas que quase não aparecem nas lojas convencionais.
Garimpo de raridades e preços variados
De acordo com a organização, os expositores levaram opções para todos os bolsos. Havia LPs a partir de R$ 5, além de peças mais raras que ultrapassam R$ 2 mil. Em meio às prateleiras, era possível encontrar desde discos icônicos da música brasileira até lançamentos internacionais recentes.
Entre as curiosidades, chamavam a atenção um álbum dos Mutantes, um LP de Zé Ramalho com Zé do Caixão na capa, um box de Pink Floyd com quatro discos avaliado em cerca de R$ 1,8 mil e até um álbum da banda Linkin Park lançado em formato de vinil.
Quando a paixão vira negócio
Além dos compradores, muitos expositores também carregam histórias ligadas à música. É o caso de um casal que encontrou no vinil um projeto em comum. Segundo a vendedora Cris Ferreira, o companheiro a incentivou a se interessar pelos discos, e o hobby acabou se transformando em atividade profissional.
O expositor Marcos da Silva conta que os dois sempre gostaram de música e, há cerca de três anos, decidiram investir na compra, na venda e na coleção de LPs. Para ele, eventos como a feira de Curitiba mostram que o interesse pelo formato físico permanece alto, tanto entre quem revive lembranças quanto entre jovens que descobrem o vinil pela primeira vez.
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