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Marechal Deodoro vira passarela do samba no Carnaval 2026

Mais de 20 mil pessoas lotam arquibancadas em noite de desfiles do Grupo Especial em Curitiba

Da redação
DA REDAÇÃO

15/02/2026 • 18:20 • Atualizado em 15/02/2026 • 18:20

Mais de 20 mil pessoas acompanham a primeira noite de desfiles das escolas de samba em Curitiba

Mais de 20 mil pessoas acompanham a primeira noite de desfiles das escolas de samba em Curitiba

Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

A Avenida Marechal Deodoro, no Centro de Curitiba, voltou a se transformar em passarela do samba na noite deste sábado (14), com o desfile das cinco escolas do Grupo Especial do Carnaval 2026, que reuniu mais de 20 mil pessoas nas arquibancadas.

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Em clima familiar, com segurança reforçada e estrutura de saúde, o público acompanhou enredos que celebraram cultura, memória e imaginação. O prefeito Eduardo Pimentel assistiu aos desfiles ao lado da esposa e dos filhos e destacou o crescimento da festa ao afirmar que "Curitiba tem carnaval, sim, e um carnaval cada vez mais organizado, com recorde de público e a presença de muitas famílias".

Segundo ele, a Prefeitura garantiu o repasse do patrocínio antes do primeiro semestre, o que, na visão do prefeito, permitiu que as escolas se planejassem com tranquilidade. Ainda de acordo com Pimentel, ambulâncias, equipes de segurança e estrutura adequada garantem que "a população possa vir para a avenida, porque o carnaval está bonito e preparado para receber todos".

Organização mobiliza diferentes áreas da Prefeitura

A Fundação Cultural de Curitiba coordena o evento e mobiliza diversas secretarias e equipes técnicas para viabilizar o espetáculo na Marechal Deodoro. Para o presidente da FCC, Marino Galvão Júnior, "fazer o Carnaval de Curitiba é sempre um grande desafio", pela quantidade de agentes envolvidos, como escolas, fornecedores e áreas da administração municipal.

Ele avalia que o trabalho se assemelha a "uma verdadeira maratona" e afirma que a equipe tem a certeza de que o esforço vale a pena "quando vemos tudo acontecendo e percebemos a alegria estampada no rosto das pessoas, especialmente da população que encontra aqui sua grande festa do ano".

Entre uma escola e outra, o grupo humorístico Tesão Piá animou o público com intervenções cênicas nos intervalos, ampliando a programação cultural das duas noites de desfile na avenida.

Famílias e imigrantes lotam arquibancadas

A maior parte do público era formada por famílias de diferentes bairros de Curitiba e da Região Metropolitana. Muitos foram à Marechal para prestigiar parentes e amigos que desfilaram no Grupo Especial.

Jaqueline de Fátima Penteado saiu de São José dos Pinhais com a avó de 77 anos, o marido, o filho e sobrinhos. Ela contou que a família "ama carnaval e faz questão de vir todos os anos" e disse se sentir segura e muito satisfeita com a organização, com a intenção de "aproveitar até o fim".

Do bairro Pinheirinho, Marlise de Moraes também acompanhou os desfiles e disse gostar da energia da festa. Segundo ela, o evento é "calmo e tranquilo" e representa "uma forma bonita de reunir as pessoas".

Para famílias de imigrantes, o carnaval curitibano foi uma novidade. A cubana Yasmari Martinez, moradora de Santa Felicidade, participou pela primeira vez da festa brasileira com o marido e dois filhos pequenos e afirmou estar "encantada com as cores, a música e a organização". A venezuelana Darling Baes, que levou as duas filhas, relatou que as meninas ficaram "encantadas" e que a família se impressionou com a estrutura e decidiu "aproveitar até o final".

Enredos do Grupo Especial exaltam cultura e sonhos

Quem abriu a noite de desfiles do Grupo Especial foi a Imperatriz da Liberdade, com uma releitura do enredo autoral "Sou flecha, sou a força do teu arco, Senhor da floresta, Rei Caçador", apresentado há dez anos e que garantiu o título do grupo de acesso em 2016. A escola levou para a avenida 13 alas, três carros alegóricos e cerca de 400 componentes.

Na sequência, a Acadêmicos da Realeza desfilou um enredo inspirado no conceito oriental do yin e yang, explorando dualidades que se complementam na cultura e no cotidiano, com 12 alas, três carros alegóricos e aproximadamente 450 integrantes.

A terceira escola a entrar na Marechal foi a Enamorados do Samba, com o enredo "Dois Bois e um Sonho: Parintins e Enamorados em uma só Festa", inspirado no Festival de Parintins e na disputa entre os bois Caprichoso e Garantido, com cerca de 350 componentes distribuídos em nove alas e diferentes alegorias.

Na sequência, a Deixa Falar, escola mais jovem do carnaval curitibano, apresentou o enredo "Tambores, Herança Ancestral, Essência da Vida", sobre a trajetória do tambor desde povos primitivos até ritmos contemporâneos, com 15 alas, três carros alegóricos e mais de 500 desfilantes.

Encerrando a noite, a Mocidade Azul levou para a avenida o enredo "Dormimos Só Para Descansar, Sonhar Sonhamos Acordados!", que propõe uma reflexão poética sobre o poder transformador dos sonhos. A escola desfilou com 600 componentes, três carros alegóricos e dois tripés, com fantasias e alegorias produzidas por profissionais da própria agremiação.