O empate sem gols do Athletico contra o Atlético-GO, na noite de quinta-feira (23), na Arena da Baixada, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil, gerou críticas no programa Donos da Bola desta sexta-feira (24), na Band.
Durante o programa, o apresentador Hassan Neto reagiu à ideia de que jogadores estariam incomodados com a pressão da torcida e fez um contraponto direto.
“Medo da torcida é dos adversários”
“Odair Helmann, os jogadores do Athletico estão com receio da torcida, com medo da torcida.”
Na sequência, ele contestou essa leitura e reforçou o papel histórico da arquibancada.
“Quem tem que ter receio sempre teve receio da torcida do Athletico. Medo da torcida do Athletico são os adversários.”
Para o apresentador, a reação do torcedor está diretamente ligada ao desempenho da equipe dentro de campo.
“E, se a torcida vaia, se ela protesta, é porque está vendo dentro de campo um péssimo trabalho.”
“Foi um horror”
Hassan também criticou o desempenho do time, principalmente no primeiro tempo da partida.
“Foi um horror o que aconteceu no primeiro tempo. Um time mal escalado, totalmente desorganizado, mal distribuído em campo, jogadores perdidos. Ninguém sabia qual era a sua função dentro de campo.”
Ele ainda destacou o nível do adversário.
“E jogando contra o frágil Atlético-GO, que, com todo respeito, está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B.”
Críticas ao técnico
O apresentador também direcionou críticas ao técnico Odair Helmann, questionando a falta de variação tática.
“Não tem repertório tático? Toda coletiva é o mesmo discurso. Acho que nós temos que parar de ficar passando paninho para o Odair.”
Mesmo reconhecendo limitações no elenco, ele afirmou que o treinador poderia explorar melhor as opções disponíveis.
“Todo mundo sabe que o Athletico tem um elenco limitado, e a diretoria vacilou, não contratou, não aproveitou as janelas. Mas, ainda assim, ele tem melhores opções e não está fazendo as melhores escolhas.”
“Não quer pressão?”
Por fim, Hassan voltou a defender o direito da torcida de protestar.
“Sem contar a falta de repertório, a insistência em jogar com linha de cinco, conservadorismo. Pelo amor de Deus.”
“E aí não querem que a torcida proteste? Como é que a torcida não vai reclamar?”
“E o Odair não quer vaias? Não quer pressão? Ah, tá de brincadeira.”
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