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Megaoperação prende 61 por jogos de azar e bloqueia R$ 1,5 bilhão

Ação ocorre em cinco estados, apreende bens e atinge grupo que movimentou mais de R$ 2 bilhões

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 09:39 • Atualizado em 08/04/2026 • 09:39

PCPR deflagra megaoperação contra grupo que movimentou R$ 2 bilhões com jogos de azar

PCPR deflagra megaoperação contra grupo que movimentou R$ 2 bilhões com jogos de azar

Foto: PCPR

Resumo

Uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná prendeu 55 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa nacional voltada à exploração de jogos de azar, com ações realizadas em 27 cidades de cinco estados e apoio do Ministério Público.

A investigação durou mais de três anos, analisou 2,6 terabytes de dados e 520 mil operações financeiras, identificando movimentação superior a R$ 2 bilhões através de jogos ilegais, com uso de fintechs, contas de terceiros e empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

A ofensiva cumpriu 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão, bloqueio de contas bancárias, apreensão de 132 veículos, 111 imóveis e mais de cem cabeças de gado, além de derrubar 21 sites de apostas ilegais e prender lideranças, vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional.

A Polícia Civil do Paraná deflagra uma megaoperação contra um grupo criminoso que atua com jogos de azar em vários estados. A ofensiva ocorre entre terça-feira (7) e quarta-feira (8) e resulta na prisão de 61 pessoas, entre elas dois vereadores.

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A ação acontece em 27 cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Pará, com apoio do Ministério Público do Paraná.

Operação mira esquema bilionário

Ao todo, são cumpridas 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão preventiva e 102 de busca e apreensão. Também são determinadas 184 ordens de bloqueio de contas bancárias, com objetivo de sequestrar até R$ 1,5 bilhão.

Entre os presos estão lideranças do grupo, dois vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional.

Bens e sites ilegais são alvo

A operação também prevê o sequestro de bens de alto valor. São 132 veículos, avaliados em mais de R$ 11 milhões, além de 111 imóveis que somam cerca de R$ 32,9 milhões.

Também são apreendidas mais de cem cabeças de gado, avaliadas em cerca de R$ 43,9 milhões. Ao menos 21 sites de apostas ilegais são retirados do ar.

Investigação começou há mais de três anos

As investigações têm início há mais de três anos, na cidade de Grandes Rios, no Norte do Paraná.

Durante o período, a Polícia Civil analisa mais de 2,6 terabytes de dados e cerca de 520 mil operações financeiras, com dezenas de quebras de sigilo bancário e fiscal.

Grupo movimenta mais de R$ 2 bilhões

De acordo com a investigação, o grupo movimenta mais de R$ 2 bilhões por meio de cerca de 522 mil operações financeiras ligadas à exploração de jogos ilegais.

“Estes são os dois maiores grupos em atuação no Brasil, que se associaram em uma engrenagem criminosa voltada para a prática de diversos tipos penais”, afirmou o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.

Estrutura incluía empresas de fachada

Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha uma estrutura organizada, com divisão entre liderança, setor financeiro, suporte tecnológico e operação.

“Também evidenciou-se a criação de empresas de fachada e fictícias voltadas para ocultar os rendimentos ilegais e assim dar uma aparência de licitude aos valores obtidos de forma criminosa”, disse o delegado.

Além disso, foi identificada uma empresa de tecnologia responsável por desenvolver plataformas usadas para exploração de jogos ilegais.

“Por meio dessa empresa foram desenvolvidas plataformas de exploração de jogos ilegais, utilizadas em diversos estados para controle das atividades ilícitas”, concluiu.

Crimes investigados

Os suspeitos são investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento do esquema.