
Moradores fazem abaixo-assinado para preservar antigo Bosque da Copel em Curitiba
Foto: Google Maps
Moradores do bairro Bigorrilho, em Curitiba, iniciaram um abaixo-assinado pela preservação do antigo Bosque da Copel, uma área de cerca de 50 mil metros quadrados de mata nativa localizada na Rua Padre Agostinho.
O movimento começou após a divulgação de que o terreno poderia receber mais de 20 prédios residenciais. A notícia gerou ampla repercussão e levou a comunidade a buscar apoio de órgãos públicos e parlamentares.
“O Bosque da Copel é um exemplar importante da mata de Curitiba, que precisa ser preservado”, afirmam os moradores no texto da mobilização.
Para acessar o abaixo-assinado basta clicar aqui

Moradores estão divulgando o abaixo-assinado em grupos de whats app
Vereadora pede investigação e propõe transformar antigo Bosque da Copel em área de proteção
A vereadora Laís Leão (PDT) cobrou explicações sobre a suposta venda do antigo Bosque da Copel, no Bigorrilho, após receber denúncias de que árvores estariam sendo cortadas para a construção de mais de 20 prédios residenciais.
Ela encaminhou ofícios à Copel, às secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo e à Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente, pedindo apuração de possíveis irregularidades ambientais.
A parlamentar também apresentou uma sugestão à Prefeitura para transformar o espaço em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM), reforçando um protocolo de intenções firmado em 2018 que nunca saiu do papel.
O terreno possui 93 mil m², sendo 47 mil m² de mata nativa, com nascentes do Rio Campina do Siqueira, afluente do Rio Barigui. A área abriga o histórico Chapéu Pensador, antigo gabinete usado pelo ex-governador Jaime Lerner.
Nota da Copel
A Copel informa que a área citada abrigava o Centro de Operação da Geração e Transmissão (COGT) da empresa, que foi transferido para a sede da companhia, no bairro Mossunguê, em Curitiba, em dezembro de 2022. Por meio do COGT, a Copel comanda de forma remota e centralizada, durante as 24 horas do dia, as usinas, subestações e milhares de quilômetros de linhas de transmissão de energia da empresa.
A antiga área localizada na rua Padre Agostinho foi alienada, tendo sido a edificação do Chapéu Pensador doada à prefeitura por meio de instrumento legal de parcelamento do solo (Lei Municipal nº 14.771/2015). A área alienada é de responsabilidade do proprietário, a quem cabe atender a legislação urbanística e ambiental do município
Ministério Público abre investigação
O Ministério Público do Paraná (MPPR) informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso.
A ação foi aberta pela 2ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, após representação das vereadoras Laís Leão (PDT) e Giorgia Prates (PT)
O órgão esclareceu que o procedimento está em análise pelo promotor responsável, que avaliará as primeiras providências a serem tomadas.
Prefeitura nega planos de construção
Em nota, a Prefeitura de Curitiba afirmou que não há qualquer projeto de edificação em tramitação relacionado à área do Bosque da Copel.
Segundo o município, das quatro Indicações Fiscais (IFs) que compõem o lote, apenas uma pertence à Prefeitura, onde está localizado o Chapéu Pensador.
A administração municipal ressaltou ainda que não há previsão de corte de árvores, nem processos abertos na Secretaria Municipal de Urbanismo ou no Conselho Municipal de Urbanismo sobre a viabilidade de novos empreendimentos.
“A Prefeitura de Curitiba reforça que não autoriza construções que estejam em desacordo com a legislação ambiental vigente”, diz o comunicado.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

