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Morre homem em situação de rua queimado no Centro de Curitiba

Ricardo de Lima Cavalcante, 43, estava internado desde 1º de março após ataque com fogo na rua Tibagi e não resistiu aos ferimentos

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

24/03/2026 • 13:54 • Atualizado em 24/03/2026 • 13:54

O morador em situação de rua Ricardo de Lima Cavalcante, 43 anos, morreu no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, onde estava internado desde 1º de março, quando teve o corpo queimado na rua Tibagi, na região central da cidade.

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Crime no Centro de Curitiba

O crime ocorreu na manhã de domingo, 1º de março, na rua Tibagi, no Centro de Curitiba, próximo à avenida Sete de Setembro. De acordo com as informações da ocorrência, o agressor se aproximou da vítima e ateou fogo no corpo dela.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito ateia fogo na vítima. Nas gravações, Ricardo tenta apagar as chamas e corre por alguns metros antes de cair.

Um motorista que passava pelo local parou o carro e prestou socorro até a chegada do atendimento médico. Equipes de emergência encaminharam Ricardo em estado grave ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de queimados.

Investigação e prisão do suspeito

Segundo a perícia, o autor usou uma bebida para iniciar o incêndio no corpo da vítima, o que ampliou rapidamente o alcance das chamas.

No começo da noite do mesmo dia, policiais do 33º Batalhão da Polícia Militar prenderam o suspeito, identificado como Gilberto de Lima, de 63 anos, também na região central de Curitiba.

De acordo com a corporação, ele negou inicialmente qualquer envolvimento no caso, mas acabou confessando depois de ser identificado pelas roupas que usava nas imagens das câmeras de segurança. A identificação e a confissão foram confirmadas pelo coronel Goulart, do 33º Batalhão da Polícia Militar.

A Polícia Militar informou ainda que vítima e autor se conheciam. O suspeito tem antecedentes por violência doméstica, embriaguez ao volante, receptação, resistência, desobediência e lesões corporais.

O caso segue sob investigação pelas autoridades.