
Gisele Fernanda Theodoro Meira, de 32 anos, foi encontrada morta no quarto onde morava em Valência, na Espanha. A família pede esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.
Foto: Redes Sociais
A curitibana Gisele Fernanda Theodoro Meira, de 32 anos, foi encontrada morta e seminua no quarto onde morava em Valência, na Espanha, em 30 de março de 2026, após se mudar para o país com o namorado, e a família suspeita de um golpe envolvendo o imóvel, segundo reportagem da TV RIC Record, publicada pelo portal Banda B.
De acordo com os familiares, Gisele planejou a mudança com antecedência, vendeu o carro e pagou seis meses de aluguel adiantado. Ao chegar ao endereço, porém, o casal descobriu que o apartamento já era ocupado por outros dois homens. Sem alternativa imediata, os quatro passaram a dividir o espaço em uma espécie de república.
Na data da morte, o namorado estava na academia. Ao retornar, ele relatou que encontrou a porta do quarto do casal, que tinha fechadura digital, travada. Quando conseguiu entrar, com ajuda de um dos outros moradores, disse ter visto Gisele suspensa por uma corda, apenas de top e nua da cintura para baixo, e a deitou na cama em seguida.
As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. A família, em Curitiba, afirma que não sabe se houve crime e relata dificuldades para obter informações das autoridades espanholas tanto sobre o caso quanto sobre o corpo de Gisele.
Mudança, planos e desconfiança da família
A mãe de Gisele conta que a filha sempre foi reservada e que passou a se mostrar mais aberta após conhecer o atual namorado. Ela descreve o relacionamento como harmonioso e diz que o rapaz decidiu acompanhar a jovem na mudança para a Espanha para que ela não viajasse sozinha.
Ainda segundo a mãe, a família se preocupou ao saber que outros homens viviam no imóvel alugado. Ela afirma ter pedido que a filha permanecesse sempre ao lado do companheiro. A irmã reforça que Gisele parecia bem e animada, com planos de voltar ao Brasil no futuro. “Ela estava feliz, disse que estava bem. Ela não ia se matar”, declarou.
Relato do namorado sobre o dia da morte
O namorado detalhou que, no dia 30 de março, saiu para a academia e tentou falar com Gisele por telefone, para saber se ela gostaria de ir ao mercado com ele. Sem resposta, foi às compras sozinho. Ele afirma que havia esquecido a chave de casa e, ao retornar, tocou o interfone, mas ninguém atendeu de imediato.
Depois de algumas tentativas, um dos homens que também moravam no apartamento atendeu e permitiu a entrada. O rapaz afirma que acreditava que Gisele estivesse sozinha, já que os outros moradores costumavam sair para trabalhar. Na visão dele, é “muito estranho” que um deles tenha permanecido no imóvel justamente naquele dia.
Segundo o namorado, a porta digital do quarto estava presa, e ele pediu ajuda ao colega para conseguir abrir. Ao entrar, relata que encontrou Gisele pendurada por uma corda. Ele afirma que a retirou da posição, a colocou na cama e pediu ao outro morador que ligasse para os bombeiros, o que não teria ocorrido. Em seguida, diz ter acionado o proprietário do imóvel e conversado com um bombeiro por meio de um tradutor de voz.
Dúvidas sobre a investigação na Espanha
Para o companheiro, a vida do casal em Valência transcorria normalmente. Ele diz não acreditar que Gisele tenha atentado contra a própria vida. “Não pode ter feito isso. Estava tudo bem. Não tinha nada de errado”, afirmou, acrescentando que se culpa por tê-la deixado sozinha naquele dia.
O namorado relata que ainda não prestou depoimento formal à polícia e que a família de Gisele tem intermediado as conversas com as autoridades espanholas. Ele e os parentes pedem uma investigação detalhada, sobretudo sobre o homem que permaneceu no apartamento no dia da morte da curitibana.
Enquanto aguardam respostas, familiares em Curitiba cobram esclarecimentos sobre a causa da morte e os próximos passos do caso.
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