A família de Rafaele César dos Santos cobra esclarecimentos sobre a morte da criança no Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná. A menina estava internada há mais de 100 dias no Centro de Tratamento de Queimados e morreu após complicações durante um procedimento médico. As informações são da Tarobá.
O corpo de Rafaele deu entrada no Instituto Médico Legal nesta sexta-feira, 22. A criança havia sofrido queimaduras graves no distrito de Lerroville, recebeu atendimento inicial em Tamarana e depois foi transferida para a ala especializada do Hospital Universitário, em Londrina.
O que se sabe sobre a morte de Rafaele
Segundo o pai da menina, Sebastião Silva, Rafaele apresentava evolução no quadro de saúde durante o período de internação. Na semana anterior à morte, a criança chegou a enfrentar uma infecção, mas, conforme relato da família, o problema havia sido controlado.
Ainda de acordo com o pai, a menina estava consciente, conversava e pedia água e alimentos. A mãe de Rafaele passou a noite com a filha no hospital e relatou que a criança acordou bem pela manhã.
Família questiona procedimento
A família afirma que Rafaele morreu durante a realização de um procedimento de hemodiálise. Os familiares contestam as circunstâncias do atendimento prestado no último dia de internação e suspeitam de suposto erro médico.
De acordo com Sebastião Silva, a esposa relatou que a filha havia perdido o acesso venoso no dia anterior. A família também questiona se o procedimento foi realizado com as condições adequadas de cálculo e monitoramento pelos aparelhos.
Pai cobra explicações
O pai afirmou que pretende buscar os direitos legais da família e cobrar explicações detalhadas da equipe médica após o período de luto.
O corpo de Rafaele foi liberado pelo Instituto Médico Legal e encaminhado para velório e sepultamento em Lerroville.
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