
Nise da Silveira
Divulgação Pessoal
Resumo
A exposição “Nise da Silveira, A Revolução pelo Afeto” chega à CAIXA Cultural Curitiba em 7 de julho, permanece até 11 de outubro, apresenta mais de 150 obras de artistas de hospitais psiquiátricos e destaca o legado da médica na humanização da saúde mental, com entrada gratuita e acessibilidade.
A mostra reúne trabalhos de nomes como Adelina Gomes, Arthur Amora, Beta d’Rocha, Fernando Diniz e Carlos Pertuis, dialoga com referências da vanguarda modernista e contemporânea, e remete ao Museu de Imagens do Inconsciente, preservando o acervo produzido por pacientes de Nise da Silveira.
A programação inclui oficinas e visitas guiadas com Isabel Seixas e Eurípedes Júnior, abordando temas como psiquiatria humanizada, arte e sustentabilidade, além de exibição de documentário, com inscrições gratuitas pelo site da CAIXA Cultural Curitiba e informações disponíveis nos perfis oficiais do evento.
A mostra “Nise da Silveira, A Revolução pelo Afeto” chega à CAIXA Cultural Curitiba no dia 7 de julho, com entrada gratuita, e permanece em cartaz até 11 de outubro nas galerias Mezanino e Segundo Andar, na região central de Curitiba.
A exposição apresenta o legado da médica que transformou a forma de cuidar de pessoas com sofrimentos psíquicos, ao propor uma psiquiatria humanizada, centrada no afeto e na valorização da expressão criativa dos pacientes.
Ao percorrer o espaço expositivo, o público encontra aspectos históricos, científicos e artísticos da pesquisa de Nise da Silveira, maior referência brasileira em práticas de saúde mental que rompem com tratamentos exclusivamente baseados em isolamento e medicação.
Segundo a curadora Isabel Seixas, a mostra provoca uma revisão do próprio conceito de loucura e destaca o papel da arte na clínica psiquiátrica.
"A exposição convida o público a refletir e ressignificar o conceito de loucura através de um mergulho histórico na intersecção entre saúde mental e artes, oferecendo um recorte que combina ciência e história da vida e obra de Nise, apresentando artistas do hospital psiquiátrico do Engenho de Dentro", afirma Isabel Seixas.
Em formato itinerante, “Nise da Silveira, A Revolução pelo Afeto” já passou por sete cidades entre 2021 e 2025 e foi vista por mais de 320 mil pessoas, ampliando o acesso ao acervo produzido por pacientes atendidos pela médica.
Obras e artistas em destaque
Em sua 9ª edição, a exposição reúne mais de 150 peças e obras de artistas como Adelina Gomes, Arthur Amora, Beta d’Rocha, Fernando Diniz e Carlos Pertuis, entre outros nomes que desenvolveram suas produções em hospitais psiquiátricos.
Esses trabalhos dialogam com referências da vanguarda modernista e contemporânea, em uma curadoria que aproxima os universos de Alice Brill, Abraham Palatnik, Lygia Clark, Margaret de Castro, Tiago Sant’ana, Carlos Vergara e Leandro Lima, além de remeter ao Museu de Imagens do Inconsciente, criado por Nise para preservar mais de 400 mil obras de seus pacientes.
Na visão dos organizadores, o pensamento inclusivo de Nise da Silveira inspirou a reforma psiquiátrica brasileira e contribuiu para a construção de uma legislação considerada avançada na área da saúde mental, ao defender que afeto, escuta e liberdade de expressão são parte do tratamento.
Programação inclui oficinas e filme
A abertura da mostra ocorre em 7 de julho, às 19h, seguida de visita guiada com Isabel Seixas e o pesquisador Eurípedes Júnior, que trabalhou diretamente com Nise da Silveira e participa da programação formativa em Curitiba.
No dia 8 de julho, às 19h, Eurípedes Júnior conduz a oficina "Nise, uma psiquiatra rebelde", em que apresenta um panorama geral do legado da médica e de sua atuação na psiquiatria brasileira.
Já em 9 de julho, também às 19h, ele ministra a oficina "Conhecendo o mundo interior", dedicada a investigar o universo das imagens e do inconsciente, seguida da exibição do documentário "Emygdio de Barros, um caminho para o infinito".
No dia 10 de julho, às 18h, o pesquisador lidera a oficina de sustentabilidade "Ontoecologia: saúde mental e sustentabilidade", que discute as relações entre a saúde mental e os processos de degradação ambiental do planeta.
Serviço
As inscrições para as oficinas são gratuitas, têm vagas limitadas e podem ser feitas a partir de 25 de junho diretamente no site da CAIXA Cultural Curitiba.
A visitação à mostra vai de 8 de julho a 11 de outubro, de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 19h, com classificação livre, entrada franca e acesso para pessoas com deficiência.
A CAIXA Cultural Curitiba fica na Rua Conselheiro Laurindo, 280, no Centro, e divulga mais informações em seu site oficial e nos perfis @caixaculturalcuritiba e @mostra_nise no Instagram.
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