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Motoboys invadem condomínio de motorista que atropelou colega

Grupo derruba portão em Curitiba após jovem de 21 anos ser atingido por Amarok e ficar seis meses sem trabalhar

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

17/03/2026 • 08:40 • Atualizado em 17/03/2026 • 08:40

Um grupo de motoboys invadiu, na noite desta segunda-feira (16), o condomínio onde mora o motorista de uma caminhonete Amarok que atropelou o entregador Willian, de 21 anos, em Curitiba, no domingo (15), e fugiu sem prestar socorro. Segundo relatos, os colegas derrubaram o portão do prédio e tentaram falar com o condutor.

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Grupo derruba portão de condomínio

De acordo com participantes da mobilização, os motoboys localizaram o endereço do motorista, no bairro Barrerinha, em Curitiba, a partir de informações sobre o veículo envolvido no acidente. Eles foram até o condomínio, forçaram a entrada e chegaram à área interna em busca do responsável pelo atropelamento.

Os profissionais afirmam que o objetivo era cobrar esclarecimentos e responsabilização pelo caso. Em vídeos e relatos compartilhados entre a categoria, o grupo diz que "quer justiça" para o colega ferido.

Atropelamento deixou motoboy com fratura grave

Willian trabalhava como motoboy quando, na noite de domingo (15), uma Amarok o atingiu na Avenida Anita Garibaldi, no bairro Barreirinha, em Curitiba. Segundo amigos, o motorista não parou para prestar socorro e deixou o local do acidente.

O entregador recebeu atendimento médico, foi internado e passou por cirurgia. Ele colocou um pino na perna e precisará usar uma estrutura de fixação externa, conhecida como "gaiola". A estimativa da família e de colegas é que ele fique afastado do trabalho por pelo menos seis meses.

Categoria cobra responsabilização e teme impunidade

Na visão dos motoboys que participaram da ação, a ida ao condomínio foi uma forma de pressionar por responsabilização do motorista. Eles afirmam que Willian depende do trabalho nas entregas e que o afastamento prolongado agrava a situação financeira do jovem.

Casos de atropelamento com fuga reacendem o debate sobre a segurança de motociclistas e entregadores nas grandes cidades. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, deixar de prestar socorro à vítima e abandonar o local do acidente é infração gravíssima e pode configurar crime, com previsão de detenção e multa.

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