A Polícia Civil prendeu uma mulher de 20 anos suspeita de integrar um esquema de estelionato em locadoras de equipamentos na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, e procura o companheiro dela, de 38 anos, identificado como Adriano Ribeiro, que está foragido. O casal teria alugado máquinas avaliadas em até R$ 15 mil e não devolvido em ao menos cinco contratos com empresas da região.
Como funcionava o golpe de locação
Segundo as investigações, o crime começava com mensagens enviadas por aplicativos a empresas de locação de ferramentas. A jovem usava o próprio documento e, em alguns casos, dados de terceiros para solicitar o aluguel de lavadoras de alta pressão, eletrosserras e outros equipamentos.
Endereços falsos eram informados nos cadastros para viabilizar as locações. Após a aprovação, cabia ao parceiro se deslocar até as lojas para retirar os equipamentos. De acordo com a polícia, ele utilizava veículos de aplicativos de transporte para fazer a coleta nos estabelecimentos e levar o material para outros endereços.
"São equipamentos de valores elevados, na faixa de R$ 10 mil a R$ 12 mil. Em determinadas locações ela utilizou dados da ex-companheira dele, e a ideia inicial já era revender esses bens para terceiros", afirmou o delegado Gabriel Munhoz, responsável pelo caso.
O delegado explica que, após a retirada, os materiais não eram devolvidos às empresas e tampouco os pagamentos eram feitos. As vítimas registraram ao menos cinco boletins de ocorrência relatando prejuízos com o casal em diferentes pontos de Ponta Grossa e de outras cidades dos Campos Gerais.
Foragido e próximos passos da investigação

Depois das diligências, a Polícia Civil prendeu a mulher em uma operação desencadeada a partir dos boletins de ocorrência. Segundo a corporação, os dois devem responder na Justiça pelos crimes de estelionato, apropriação indébita e associação criminosa, caso as suspeitas sejam confirmadas ao fim do inquérito.
As investigações também buscam identificar e responsabilizar quem comprou os equipamentos desviados. A polícia quer mapear toda a rede envolvida na revenda das ferramentas e apurar o papel de cada suspeito nessas transações.
"A gente pede ajuda da população para qualquer denúncia sobre o paradeiro dele. As informações podem ser repassadas de forma anônima. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público", informou Munhoz.
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