Band Paraná

Mulher suspeita de vandalizar mudas em Curitiba é identificada

Polícia Civil apura retirada de mais de 80 árvores e defesa contesta enquadramento criminal

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 18:19 • Atualizado em 06/01/2026 • 18:19

Mulher suspeita de vandalizar mudas em Curitiba é identificada

Mulher suspeita de vandalizar mudas em Curitiba é identificada

Foto: Band Paraná

A Polícia Civil do Paraná identificou e interrogou a mulher de 57 anos suspeita de retirar e danificar mais de 80 mudas de árvores plantadas no canteiro central da Avenida Nossa Senhora da Luz, no bairro Jardim Social, em Curitiba. As ações teriam ocorrido em dias distintos e atingido mudas replantadas por um projeto conservacionista.

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Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Guilherme Luiz Dias, a mulher será indiciada por crime ambiental.

“Ela foi identificada pela nossa equipe de investigação, interrogada e será indiciada pelo crime de corte de árvores do bioma da Mata Atlântica, cuja pena pode chegar a até três anos de detenção”, afirmou o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, como os fatos teriam ocorrido em datas diferentes, a investigação vai representar por medidas cautelares diversas da prisão.

“Vamos representar para que ela seja impedida de frequentar novamente o local. Em caso de descumprimento, poderão ser adotadas medidas mais gravosas”, completou Guilherme Dias.

Imagens impulsionaram a investigação

O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram uma mulher parando o carro durante a madrugada, descendo do veículo e arrancando mudas recém-plantadas, além de danificar estruturas de proteção instaladas no canteiro central da via.

As imagens foram divulgadas pela assessoria da vereadora Laís Leão, que registrou boletim de ocorrência e solicitou providências aos órgãos municipais. As denúncias apontam danos a mudas de araucária e outras espécies, além da retirada de dezenas de plantas de pequeno porte ao longo da avenida.

O que diz a defesa

Em nota, o advogado Ernani Moreno Silva , que representa a mulher, afirma que sua cliente compareceu espontaneamente à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, acompanhada de advogado, ainda nas primeiras horas da segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, para prestar esclarecimentos, o que, segundo o advogado, demonstra colaboração com o trabalho policial.

A defesa sustenta que não houve intenção de vandalizar vegetação nativa ou área de Mata Atlântica e argumenta que as mudas não se enquadrariam como espécies protegidas pela legislação ambiental. Também afirma que o plantio em áreas públicas exige autorização prévia do município e que plantios irregulares podem gerar problemas de infraestrutura e segurança urbana.

O advogado ressalta que não cabe, neste momento, atribuir conduta criminosa à investigada e que eventual responsabilização deverá ser definida exclusivamente pelo Poder Judiciário. A nota informa ainda que a mulher faz uso de medicação controlada e que sua percepção da realidade estaria comprometida no período dos fatos.

Por fim, a investigada declarou estar emocionalmente abalada, colocou-se à disposição das autoridades e afirmou estar disposta a reparar eventuais danos ambientais, caso sejam comprovados, além de pedir desculpas à sociedade e ao coletivo responsável pelo plantio.

Apuração segue em andamento

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para análise técnica dos danos ambientais e definição das medidas legais cabíveis.