
Mulher suspeita de vandalizar mudas em Curitiba é identificada
Foto: Band Paraná
A Polícia Civil do Paraná identificou e interrogou a mulher de 57 anos suspeita de retirar e danificar mais de 80 mudas de árvores plantadas no canteiro central da Avenida Nossa Senhora da Luz, no bairro Jardim Social, em Curitiba. As ações teriam ocorrido em dias distintos e atingido mudas replantadas por um projeto conservacionista.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Guilherme Luiz Dias, a mulher será indiciada por crime ambiental.
“Ela foi identificada pela nossa equipe de investigação, interrogada e será indiciada pelo crime de corte de árvores do bioma da Mata Atlântica, cuja pena pode chegar a até três anos de detenção”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, como os fatos teriam ocorrido em datas diferentes, a investigação vai representar por medidas cautelares diversas da prisão.
“Vamos representar para que ela seja impedida de frequentar novamente o local. Em caso de descumprimento, poderão ser adotadas medidas mais gravosas”, completou Guilherme Dias.
Imagens impulsionaram a investigação
O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram uma mulher parando o carro durante a madrugada, descendo do veículo e arrancando mudas recém-plantadas, além de danificar estruturas de proteção instaladas no canteiro central da via.
As imagens foram divulgadas pela assessoria da vereadora Laís Leão, que registrou boletim de ocorrência e solicitou providências aos órgãos municipais. As denúncias apontam danos a mudas de araucária e outras espécies, além da retirada de dezenas de plantas de pequeno porte ao longo da avenida.
O que diz a defesa
Em nota, o advogado Ernani Moreno Silva , que representa a mulher, afirma que sua cliente compareceu espontaneamente à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, acompanhada de advogado, ainda nas primeiras horas da segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, para prestar esclarecimentos, o que, segundo o advogado, demonstra colaboração com o trabalho policial.
A defesa sustenta que não houve intenção de vandalizar vegetação nativa ou área de Mata Atlântica e argumenta que as mudas não se enquadrariam como espécies protegidas pela legislação ambiental. Também afirma que o plantio em áreas públicas exige autorização prévia do município e que plantios irregulares podem gerar problemas de infraestrutura e segurança urbana.
O advogado ressalta que não cabe, neste momento, atribuir conduta criminosa à investigada e que eventual responsabilização deverá ser definida exclusivamente pelo Poder Judiciário. A nota informa ainda que a mulher faz uso de medicação controlada e que sua percepção da realidade estaria comprometida no período dos fatos.
Por fim, a investigada declarou estar emocionalmente abalada, colocou-se à disposição das autoridades e afirmou estar disposta a reparar eventuais danos ambientais, caso sejam comprovados, além de pedir desculpas à sociedade e ao coletivo responsável pelo plantio.
Apuração segue em andamento
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para análise técnica dos danos ambientais e definição das medidas legais cabíveis.
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