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Mulher faz sinal de socorro e escapa de agressões no Paraná

Motorista reconhece gesto amplamente divulgado e leva vítima à delegacia; agressor é solto após audiência de custódia

Rodrigo Leite
RODRIGO LEITE

05/08/2026 • 19:45 • Atualizado em 05/08/2026 • 19:47

Uma mulher conseguiu pedir ajuda discretamente ao fazer o chamado sinal universal de socorro enquanto caminhava com o ex-companheiro em uma rua de Pitanga, no interior do Paraná, e foi resgatada por um motorista que a levou à delegacia, onde o homem acabou preso em flagrante por violência doméstica.

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Como foi o resgate na rua de Pitanga

Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher e o homem subindo a via a pé quando ela coloca uma das mãos para trás e faz o gesto. Um veículo que passa pelo local reduz a velocidade, o motorista observa e decide parar poucos metros à frente.

O motorista, que preferiu não se identificar, contou que reconheceu o pedido de socorro pelas redes sociais e decidiu intervir. Em depoimento, ele relatou que já tinha visto o gesto na internet e, por isso, parou o carro para entender a situação.

"Já conhecia esse sinal pela internet e foi quando a gente deu uma parada, pensou o que fazer e resolveu prestar socorro, ver o que estava acontecendo", afirmou o motorista.

Segundo as testemunhas, a mulher apresentava ferimentos e pediu para ser levada à delegacia. O homem concordou em entrar no carro junto com ela. Ao chegar à unidade policial, os agentes ouviram o relato da vítima, identificaram um caso de violência doméstica e efetuaram a prisão em flagrante do suspeito.

O que diz a Polícia Civil

De acordo com o delegado responsável pela investigação, o acusado tinha ido até a casa da ex-companheira antes das imagens registradas, momento em que agrediu a vítima.

Na visão do delegado, ele obrigou a mulher a seguir com ele até a residência do atual companheiro dela. No trajeto, em plena via pública, a vítima aproveitou uma brecha para fazer o sinal com a mão e conseguir pedir ajuda sem que o agressor percebesse.

Entenda o sinal universal de socorro

Foi nessa rua de Pitanga que a mulher recorreu ao gesto que se popularizou como forma silenciosa de pedir socorro em situações de violência. O código busca permitir que vítimas alertem terceiros sem levantar suspeitas de quem as acompanha.

O sinal consiste em mostrar a palma da mão, dobrar o polegar para dentro e, em seguida, fechar os outros quatro dedos sobre ele. A orientação é que quem reconhecer o gesto entenda que aquela pessoa precisa de ajuda e acione imediatamente a polícia ou ofereça apoio seguro.

Para o motorista que ajudou a mulher, colocar-se no lugar de um familiar foi decisivo para a abordagem.

"A gente se põe um parente no lugar. Então, se alguém ver um gesto desse e puder parar, auxiliar, ver o que está acontecendo... Se fosse com um parente meu, eu ia gostar muito que alguém prestasse socorro", declarou.

Decisão judicial e próximos passos

Após a prisão, o homem passou por audiência de custódia e a Justiça decidiu soltá-lo para que responda ao processo em liberdade. Conforme informações da Polícia Civil, o Ministério Público não pediu a manutenção da prisão, mas sugeriu que a liberdade fosse condicionada ao pagamento de fiança e à imposição de medida protetiva em favor da vítima.

A Justiça, no entanto, não aplicou a restrição solicitada porque a mulher teria informado não considerar necessária a medida protetiva. A fiança também não foi estabelecida, permitindo que o suspeito deixasse a carceragem sem esse pagamento.

O delegado que conduz o caso afirma que pretende ouvir novamente a vítima para esclarecer se ela pode ter sido coagida pelo ex-companheiro ao dispensar a proteção judicial. A investigação segue em andamento na delegacia de Pitanga.

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