O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, vai abrir normalmente nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, e segue em funcionamento até domingo (7), no que será a última oportunidade para o público conferir a exposição da 36ª Bienal de São Paulo em cartaz no local.
Funcionamento no Corpus Christi
Quem optou por não viajar no feriado encontra no MON uma opção de passeio cultural na capital paranaense. O museu funciona todos os dias, de quinta a domingo, das 10h às 18h, com entrada permitida até as 17h30.
O movimento de turistas e moradores já começou. Jhennifer, que veio de Londrina para passar o feriado em Curitiba, escolheu o museu como primeiro passeio, acompanhada de uma amiga que mora na cidade, reforçando o MON como parada obrigatória no roteiro turístico.
Os ingressos custam R$ 36 a inteira e R$ 18 a meia-entrada. As entradas estão disponíveis na bilheteria física, no momento da visita, ou de forma antecipada pela internet, no site de vendas do museu, no endereço museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br.
Mostra da Bienal se despede de Curitiba
Até domingo, o público pode visitar a exposição Nem Todo Viandante Anda Estradas – Da Humanidade como Prática, que encerra sua temporada no MON. A mostra ocupa as salas 1 e 2 do museu.
Trata-se de um recorte da 36ª Bienal de São Paulo, apresentada pelo segundo ano seguido em Curitiba. A seleção reúne 18 artistas brasileiros e internacionais, com obras que abordam deslocamentos, memórias e diferentes experiências humanas.
Participam da mostra nomes como Adjani Okpu-Egbe, Alain Padeau, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Emeka Ogboh, Ernest Cole, Forensic Architecture/Forensis, Gervane de Paula, Helena Uambembe, Julianknxx, Leiko Ikemura, Mao Ishikawa, Maria Auxiliadora, Ming Smith, Nádia Taquary, Olu Oguibe, Raukura Turei, Ruth Ige e o coletivo Sertão Negro. A curadoria é de Anna Roberta Goetz, cocuradora da 36ª edição da Bienal.
Conceito da Bienal e outras atrações
A 36ª Bienal de São Paulo tem conceito criado pelo curador-geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei.
Inspirada no poema Da calma e do silêncio, de Conceição Evaristo, a edição trabalha a ideia de humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação, com ênfase na escuta ativa de diferentes vozes e contextos.
Além da mostra da Bienal, os visitantes do MON podem conferir as exposições África, Expressões Artísticas de um Continente, Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses, O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes e a mostra de longa duração Trilhas e Traços – Poty 100 anos, além de espaços como o Pátio das Esculturas, o Espaço Niemeyer e o circuito MON sem Paredes.
Famílias também aproveitam o feriado para visitar o museu. O curitibano Marcelo, por exemplo, garantiu o ingresso para ele e a filha de seis anos, a pedido da criança, e transforma cada visita em uma nova experiência de contato com a arte e a arquitetura do espaço.
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